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    Home»Poder e Política»Dura menos de cinco horas prisão decretada por Aziz e Roberto Rodrigues é solto após pagar fiança
    Poder e Política

    Dura menos de cinco horas prisão decretada por Aziz e Roberto Rodrigues é solto após pagar fiança

    Aquiles Emir8 de julho de 202102 Mins Read
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    Pacheco afirma confiança na CPI da Pandemia e não anula prisão 

    Durou menos de cinco horas a ordem de prisão determinada pelo presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), contra o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Ele pagou jma fiança de R$ 1.100 e foi liberado para responder por perjúrio em liberdade.

    A prisão foi decretada na tarde desta quarta-feira (07) pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). Mais cedo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco,  havia dito que atos praticados pela CPI durante a ordem do dia do Plenário estariam sob pena de nulidade, porque nenhuma comissão pode funcionar ao mesmo tempo que as sessões deliberativas da Casa.

    Apesar dos pedidos de senadores da base do governo, o presidente do Senado não declarou nula a ordem de prisão emitida por Omar.

    “Presidindo o Senado dentro das suas muitas atribuições, não estou no dia a dia da CPI. Portanto, rendo aqui a minha confiança, a minha expectativa e o meu desejo de que o caminho dela seja virtuoso. Eu confio no Senador Omar Aziz, confio nos membros da CPI”, declarou.

    Omar Aziz defendeu a decisão, relatando que Roberto Dias mentiu à CPI ao negar ter participado de negociações por vacinas com uma empresa que se apresentava como intermediária do laboratório AstraZeneca. Senadores da base do governo pediram que Pacheco determinasse à Polícia Legislativa que não cumprisse a ordem.

    Para o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), a CPI tem agido para “coagir” depoentes. O senador Marcos Rogério (DEM-RO) classificou a prisão como um “abuso de autoridade” por parte de Omar Aziz.

    Após a sessão deliberativa, Rodrigo Pacheco detalhou a sua condução do caso, explicando que, como a prisão foi uma decisão direta do presidente da CPI – e não uma deliberação do plenário da comissão — ela não estava sujeita à nulidade regimental. Pacheco também salientou que sua postura é de não interferir sobre os assuntos da CPI.

    “Não é atribuição da Presidência [do Senado] se imiscuir no mérito dos acontecimentos da CPI. Ela tem uma existência autônoma, tem um presidente que detém a sua autoridade. Não há o que a Presidência do Senado tenha que fazer”.

    (Agência Senado)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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