Governador quer suceder pai na Academia Maranhense de Letras
AQUILES EMIR
A eleição que pode dar ao governador Flávio Dino (PCdoB) a imortalidade, pela Academia Maranhense de Letras (AML), deverá ser realizada somente em junho ou julho deste ano. Contrariando opinião de alguns acadêmicos, o presidente da Casa de Antônio Lobo (como também é conhecida a AML), Carlos Gaspar, decidiu que, em vez de três em data única, serão as escolhas serão individuais para preencher as três cadeiras vazias.
A primeira votação será para escolha do sucessor de Waldemiro Viana na cadeira de número 02, cujo processo eleitoral será aberto em abril. No mês de maio, Carlos Gaspar pretende abrir o processo de escolha do novo ocupante da cadeira 15, que ficou vazia com a morte de Milson Coutinho, e para a cadeira 32, de Sálvio Dino, em junho.
Flávio Dino quer ocupar a cadeira 32, que era do pai, o que, se confirmado, dará ao processo uma característica de sucessão hereditária e pela primeira vez na história da AML alguém sucederá um familiar.

Escolhas – Para o lugar de Waldemiro Viana, os candidatos são o advogado e empresário Roque Macatrão, autor de vários livros, e o poeta Rogério Rocha.
Para sucessor de Milson, concorrem José Jorge Leite, diretor da Equatorial e autor de dois livros, e o advogado e poeta Daniel Blume, presidente da Academia Ludovicense de Letras.
Para suceder Sálvio Dino, além do governador e filho, inscreveram-se o juiz Eulálio Figueiredo, Antônio Guimarães de Oliveira (membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM) e o poeta José Carlos Sanches.
Após abertura de cada um dos processos, será constituída uma comissão que irá dar parecer sobre a legitimidade dos candidatos no prazo de 30 dias.




