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    Home»Mundo»Em apelo recorde para um país, ONU pede socorro de US$ 4,4 bilhões para Afeganistão
    Mundo

    Em apelo recorde para um país, ONU pede socorro de US$ 4,4 bilhões para Afeganistão

    Aquiles Emir5 de abril de 202202 Mins Read
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    Necessidades humanitárias triplicaram desde junho de 2021

    As Nações Unidas lançaram nesta quinta-feira o maior apelo financeiro já feito para um país, pedindo US$ 4,4 bilhões em prol da população do Afeganistão.

    O secretário-geral da ONU explicou que a meta é conseguir entregar comida, água, cuidados de saúde e de educação, além de proteção e abrigo para 22 milhões de afegãos. Segundo António Guterres, menos de 13% do apelo está financiado. De Nova Iorque, ele pediu à comunidade internacional para fornecer o dinheiro o mais rapidamente possível.

     Guterres traçou um panorama da situação afegã desde que o Talibã retornou ao poder em agosto passado. Segundo o chefe da ONU, 95% dos afegãos não têm o suficiente para comer e o Unicef alerta para o risco de 1 milhão de crianças morrerem desnutridas.

    Ele lembrou que o preço dos alimentos disparou com a guerra na Ucrânia, causando “uma catástrofe tanto para os afegãos que lutam para alimentar suas famílias como para as operações de ajuda” da ONU e parceiros.

    Guterres contou que “as pessoas estão vendendo as próprias crianças e partes de seus corpos, para conseguir alimentar suas famílias”.

    Famílias endividadas  – O secretário-geral destacou que a economia do Afeganistão entrou em colapso e 80% da população têm dívidas. O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, calcula inclusive que 97% da população estará vivendo abaixo da linha da pobreza até meados do ano.

    Desde junho de 2021, as necessidades humanitárias triplicaram. No ano passado, as Nações Unidas conseguiram ajudar 20 milhões de pessoas.

    António Guterres aproveitou o evento de financiamento para o Afeganistão para novamente condenar a suspensão das aulas para meninas a partir do sexto ano escolar.

    Crianças trabalham levando malas de passageiros em Kandahar, na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
    Foto: © UNOCHA / Sayed Habib BIDEL Crianças trabalham levando malas de passageiros em Kandahar, na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
    Promessa  – O secretário-geral lembrou que a medida “viola os direitos das meninas, as expondo ainda mais à violência, pobreza e exploração.”

    Ele pediu a “todos que têm poder de influência para pressionarem as autoridades de facto para cumprirem com a promessa de reabrir as escolas para todos os estudantes, sem discriminação nem atrasos.”

    António Guterres terminou seu pronunciamento informando que espera que durante “as próximas semanas e meses aconteçam ações coordenadas para se encontrar soluções criativas que coloquem a economia afegã” de volta aos eixos.

    (ONU News)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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