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    Home»Poder e Política»Ao PT, Palocci pergunta: “Até quando vamos acreditar no homem mais honesto do país?”
    Poder e Política

    Ao PT, Palocci pergunta: “Até quando vamos acreditar no homem mais honesto do país?”

    Aquiles Emir26 de setembro de 201703 Mins Read
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    09.03.2016 DD dia a dia -- Lula -- CONTRA -- Foto: Divulgaçao
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    Ex-ministro duvida da honestidade do ex-presidente e ex-aliado

    Em carta endereçada à senadora Gleise Hoffmann, presidente da legenda, o ex-ministro Antônio Palocci pediu desfiliação do PT nesta terça-feira, 26. Na carta, Palocci descreve os motivos pelos quais resolveu deixar o partido que ajudou a fundar e pede que o ex-presidente Lula faça na Lava Jato o que fez no mensalão: “confirme tudo”.

    Numa dos trechos, Palocci pergunta à dirigente petista: “Somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade? Chegou a hora da verdade para nós. De minha parte, já virei essa página.”

    Sobre seu desligamento, disse que “ofereço a minha desfiliação, e o faço sem qualquer ressentimento ou rancores. Meu desligamento do partido fica então à vossa disposição”.

    Ex-ministro dos governo Lula e Dilma, ele foi alvo de uma comissão de ética pelas declarações feitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, no dia 6 de setembro, quando disse que Lula mantinha um “pacto de sangue” com o empresário Emílio Odebrecht.

    Alguns dos principais pontos da carta do ex-ministro:

    • Defende um acordo de leniência na Lava Jato para o PT
    • As declarações dadas no depoimento a Moro “são fatos absolutamente verdadeiros”, situações que presenciou, acompanhou ou coordenou, “normalmente junto ou a pedido do ex-presidente Lula”
    • Diz ter certeza que Lula irá confirmar tudo, “como chegou a fazer no ‘mensalão’” em entrevista na França
    • Houve uma evolução e acúmulo de corrupções nos governos a partir do segundo mandato de Lula
    • Foi um choque ter visto “Lula sucumbir ao pior da política no melhor dos momentos de seu governo”
    • Que foi um erro eleger e reeleger um mau governo, que destruiu “cada conquista social e cada um dos avanços econômicos tão custosamente alcançados”
    • Que Lula encomendou sondas e propinas em uma reunião com Dilma e José Sérgio Gabrielli no Palácio da Alvorada, “na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda nossa história”
    • Que passou a ser alvo de “um tribunal inquisitorial dentro do próprio PT” ao falar a verdade
    • Questiona “até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’”
    • Questiona se “somos partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?”
    • Que mesmo nos melhores anos do governo Lula “já se via a peçonha da corrupção se criando para depois tomar conta do cenário todo”
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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