Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Maranhão»Em Coroatá, juiz reconhece paternidade, apesar de exame de DNA não confirmar
    Maranhão

    Em Coroatá, juiz reconhece paternidade, apesar de exame de DNA não confirmar

    Aquiles Emir19 de março de 201803 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    O juiz Francisco Ferreira de Lima, titular da 2ª Vara da Comarca de Coroatá, proferiu sentença na qual julgou improcedente uma ação negativa de paternidade. O magistrado confirmou a paternidade socioafetiva, mesmo após dois exames de DNA com resultados negativos, considerando a relação afetiva existente entre o pai e a criança e determinando o pagamento de pensão alimentícia.

    De acordo com a sentença, o autor ajuizou ação negatória de paternidade, relatando que viveu uma relação esporádica com a mãe da criança, com a duração necessária de uma gestação. A mãe teria procurado o autor alegando estar grávida, tendo ele, de boa-fé, reconhecido a criança como seu filho legítimo. Ele alega que registrou a criança em seu nome, cumprindo com seus deveres paternos, entretanto sem constituir relação de cunho afetivo com o menor, em razão da desconfiança com relação à efetiva paternidade.

    Relata a sentença, que após oito anos do nascimento do menor, o pai decidiu, por conta própria, fazer um exame de análise de DNA para fins de confirmação de paternidade, que teve resultado negativo, razão pela qual pediu judicialmente a desconsideração da paternidade, com a consequente modificação no registro de nascimento do filho.

    Em audiência de conciliação, as partes acordaram em comparecer para coleta de material genético, para realização de novo exame de DNA. Na oportunidade, o autor solicitou a suspensão da pensão alimentícia, considerando que não é o pai do menor e se encontraria desempregado. O pedido foi indeferido pela Justiça.

    A mulher, por sua vez, em contestação feita pela Defensoria Pública do Maranhão, alegou que o requerente é pai registral do menor desde o seu nascimento, em novembro de 2000, e somente após 16 anos pleiteou a sua desconstituição, pedindo assim a improcedência da ação, considerando a relação de afeto demonstrada pela criança ao pai. Na audiência de instrução e julgamento, foi apresentado o novo exame de DNA, novamente com resultado negativo para a paternidade do autor. A Defensoria Pública apontou que ficou evidente durante a instrução processual a paternidade socioafetiva.

    O juiz entendeu que o pedido do pai não merecia procedência, haja vista que, embora os dois exames de DNA tenham apresentado resultado negativo, restou exaustivamente evidente a relação afetiva entre o menor e o autor. “O autor teve o convívio efetivo com o menor durante o período de quatro anos, ocasião em que moraram na mesma casa. É impossível não acreditar que por quatro anos o autor não tenha se apegado ao filho, que o chamou de pai por todo esse tempo e até a presente data ainda o trata de pai, tornando-se imperioso o reconhecimento de paternidade socioafetiva entre ambos”, entendeu o juiz.

    O juiz ressaltou que o registro da paternidade se deu de forma espontânea, por ato de liberalidade do autor (que na época namorava a mãe do menor), que se aperfeiçoou no momento em que reconheceu o requerido como seu filho perante o cartório, e conviveu nessa situação por mais 16 anos. “Está evidente o vínculo socioafetivo, independente de resultado negativo de exame de DNA”, avaliou.

    Para o Judiciário, não se pode descartar um menino após registrá-lo voluntariamente e criá-lo como filho por mais de mil dias.“Note-se que a presente sentença não está negando ou desprezando os avanços da ciência, ou seja, não se está fechando os olhos para dois exames de DNA (que provaram a não paternidade biológica), pois este tipo de exame é uma conquista da humanidade, e deve ser prestigiado por todos, aí incluído o Poder Judiciário”, finalizou o magistrado, negando o pedido e confirmando o autor como pai da criança.

    Previous ArticleExposição O Brasil que Merece o Brasil abre calendário de eventos da CCVM
    Next Article Conab muda regras do preço mínimo para extrativistas vegetais
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Maranhão


    Projetos maranhenses recebem recursos do Santander para apoio de crianças, adolescentes e pessoas idosas

    28 de outubro de 2026
    Maranhão


    Justiça Federal condena prefeito e responsáveis por mineração ilegal no município de Centro Novo do Maranhão

    26 de outubro de 2026
    Maranhão


    Senai abre seletivo com dez vagas em quatro cidade do Maranhão com salários de até R$ 7,9 mil

    26 de outubro de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 6   +   9   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Ninguém é obrigado votar num candidato. Diante da urna, pode escolher um, votar em branco ou anular voto. Para a Justiça Eleitoral, cada cidadão ou cidadã tem a obrigação de comparecer a uma sessão eleitoral. Se vai escolher ou não alguém, fica a critério de cada um ou cada uma.

    Compartilhe este vídeo:
    ```
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Empresas do Maranhão e Piauí têm consultas prévias aprovadas pela Sudene

    28 de outubro de 2026


    Tecendo Redes Culturais promove encontro sobre memória e território no Centro Histórico nesta quinta-feira

    28 de outubro de 2026


    Vila Galé inaugura primeiro hotel no Maranhão em cerimônia que celebrou a cultura local e os laços com Portugal

    28 de outubro de 2026


    Perda de visão em um olho pode ser sinal de Acidente Vascular Cerebral

    28 de outubro de 2026


    Projetos maranhenses recebem recursos do Santander para apoio de crianças, adolescentes e pessoas idosas

    28 de outubro de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.