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    Home»Brasil»Em depoimento à Polícia Federal, ex-advogado da Odebrecht acusa Sergio e Rosângela Moro e Deltan Dallagnol de tentativa de extorsão

    Em depoimento à Polícia Federal, ex-advogado da Odebrecht acusa Sergio e Rosângela Moro e Deltan Dallagnol de tentativa de extorsão

    Aquiles Emir27 de março de 20230
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    Caso foi transferido para Supremo Tribunal Federal 

    Em depoimento prestado à Polícia Federal nesta segunda-feira (27, o advogado Rodrigo Tacla Duran afirmou ter sido alvo de uma suposta tentativa de extorsão. Ele citou o ex-juiz Sergio Moro, atualmente senador pelo União Brasil do Paraná, e o ex-procurador Deltan Dallagnol, deputado federal pelo Podemos, também do Paraná.

    O ddepoimentos foi prestado ao novo juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), Eduardo Appio, que decidiu encaminhar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque  houve menção a parlamentares, com prerrogativa de foro.

    Pela decisão de Appio, caberá ao ministro Ricardo Lewandowski, a continuidade do processo.

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    “Diante da notícia-crime de extorsão, em tese, pelo interrogado, envolvendo parlamentares com prerrogativa de foro, ou seja, deputado Deltan Dalagnol e o senador Sergio Moro, bem como as pessoas do advogado (Carlos) Zocolotto e do dito cabo eleitoral (de Sergio Moro) Fabio Aguayo, encerro a presente audiência para evitar futuro impedimento, sendo certa a competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal, na pessoa do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, juiz natural do feito, porque prevento, já tendo despachado nos presentes autos”, diz o despacho de Appio.

    Pelas redes sociais, o deputado Deltan Dalagnol reagiu ao depoimento, dizendo que trata-se de material requentado:

    A verdade é que tanto o governo quanto a militância estão até hoje sem direção depois dos desastres políticos e de comunicação criados por Lula na semana passada, e por isso tentam criar cortinas de fumaça pra desviar o foco dos erros do governo, que eles não conseguem explicar.

    — Deltan Dallagnol (@deltanmd) March 28, 2023

     

    Proteção – Tacla Duran, ainda por determinação do juiz, foi encaminhado ao programa federal de testemunhas protegidas, segundo ele, “por conta do grande PODERIO POLÍTICO e ECONÔMICO dos envolvidos, sendo certo que toda e qualquer medida somente será apreciada por este Juízo Federal em caso de risco concreto à visa e/ou segurança das testemunhas e autoridades envolvidas”.

    Este mês, o ministro ewandowski havia determinado a suspensão de cinco ações penais abertas no âmbito da Lava Jato a partir de contribuições de delatores da Odebrecht. Um dos beneficiados é Duran, que vive na Espanha e foi visto como um “rival” de Moro no período de ascensão lavajatista.

    Em 16 de março, Appio revogou a ordem de prisão preventiva contra o advogado, decretada em 2016 por Moro. Tacla Duran teve nesta segunda uma oportunidade de tentar comprovar sua alegação de ter pago 613 mil dólares a um advogado ligado a Sergio Moro para não ser preso.

    Duran diz ter sido procurado em 2016 pelo advogado Carlos Zucolotto Júnior, que era sócio da hoje deputada federal por São Paulo Rosângela Moro (Podemos), esposa do ex-juiz, com uma “proposta” parz pagar 5 milhões de dólares “por fora” a fim de obter um acordo de delação premiada.

    Em julho de 2016, teria ocorrido uma transferência de 613 mil dólares ao escritório do advogado Marlus Arns.

    Tacla Duran alega ter se recusado a pagar o restante e, posteriormente, foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido por Moro. “Paguei para não ser preso”, disse Duran em 2019 ao jornalista Jamil Chade, do UOL.

    (Com informações da Carta Capital)

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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