O autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reuniu-se nesta terça-feira (05) na Assembleia Nacional, o Parlamento do país, com líderes sindicais. No encontro, ele prometeu adotar uma Lei de Anistia, um esforço coletivo do governo interino para trabalhar por contratos coletivos, melhores salários, sindicatos livres e autônomos.
“Todos sabem da censura e do medo por que têm passado. Vamos convocar reuniões com cada central, cada sindicato, cada ministério e cada agremiação”, afirmou Guaidó.
O presidente interino já havia mencionado também o perdão para os funcionários públicos e militares. “Hoje, nossos empregados públicos estão sequestrados pela ditadura”, disse. “Aqui os trabalhadores não querem nada de presente, querem ter um salário digno.”
Guaidó compareceu ao Parlamento, pela primeira vez depois que retornou de uma viagem a cinco países da América do Sul – Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador. Segunda-feira (04), ele participou de manifestações contra o governo de Nicolás Maduro.
Poder – Sem mencionar o retorno de seu opositor Juan Guaidó, o presidente Nicolás Maduro sinalizou, nas redes sociais, que se manterá no poder. Ele criticou indiretamente o apoio ao opositor, informando que a Venezuela é alvo de agressões.
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“O mundo é testemunha excepcional de uma Venezuela que enfrenta as agressões imperiais e segue em frente com dignidade. Continuaremos a manter a bandeira dos povos livres que levantam suas vozes contra a interferência imperial”, disse Maduro, em sua conta pessoal do Twitter.
Guaidó retornou ontem (4) à Venezuela, depois de visitar cinco países da América do Sul – Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador. Ameaçado de prisão e sanções, o interino liderou uma manifestação contra Maduro.
O governo Maduro lembra hoje (5) o aniversário de seis anos de morte do presidente Hugo Chávez. O local onde está enterrado o corpo dele será aberto à visitação pública, em Caracas. Haverá homenagens, com exibição de vídeos e atividades musicais e esportivas.
Chávez assumiu a Presidência da Venezuela em fevereiro de 1999, governando o país por 14 anos até sua morte em 2013. O líder morreu em conseqüência de um câncer. Maduro foi seu último vice-presidente. As propostas e ideias de Chávez foram compiladas em livros e documentários.
(Agência Brasil)




