AQUILES EMIR
O presidente Jair Bolsonaro (PSL), em entrevista ao José Luiz Datena nesta quarta-feira (27), no programa Brasil Urgente, na Band, insinuou que o deputado Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara Federal, estaria irritado por vir enfrentando problemas pessoais. Indagado, se estava se referindo à prisão do ex-ministro e ex-governador Moreira Franco (MDB), sogro do parlamentar, preso semana passada, preferiu não entrar em detalhes.
Bolsonaro disse que não há crise com o parlamento, apenas um segmento da imprensa “fica fazendo futrica”, deixando de lado as coisas boas que estão ocorrendo. O presidente destacou que há uma grande diferença entre os chefes de poder do Executivo e do Legislativo, pois enquanto ele comando 22 ministros, o presidente da Câmara cuida de 513 deputados. Ele prometeu ir ao encontro de Rodrigo Maia logo após o retorno da viagem a Israel neste fim de semana.
Sobre as críticas de que passa boa parte do tempo no Twiter, ele disse que dedica cerca de 10 minutos às redes sociais, e declarou que se deixar de lado essa ferramenta alguns segmentos da imprensa o destroem, e citou alguns casos em que os fatos são distorcidos, provocando insegurança do mercado. Dentre ele citou
O presidente voltou a falar que não tem como receber todos os congressistas e negou que tenha atacado Rodrigo Maia. “Nós vamos nos encontrar. Da minha parte, a minha mão está sempre estendida. Todo mundo tem responsabilidade com o Brasil. Estão fazendo uma tempestade em copo d´água”, argumentou.
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Bolsonaro defendeu a postagem do filho Carlos sobre Rodrigo Maia nas redes sociais e acredita que não teve nada demais. “Ele [Maia] foi infeliz quando fez uma crítica ao Sergio Moro, falando que é meu funcionário. O que o meu filho fez foi perguntar porque ele andava tão nervoso. Se eu ficar irritado por causa disso… Nós somos políticos, levamos porradas”, disse.
No final da conversa com Datena, Bolsonaro voltou a afirmar que não tem problemas com o Congresso: “Da minha parte não tem briga, não tem problema nenhum, o que cobram de mim é a interlocução, mas não tem como. A minoria pede, você sabe o que [se referindo a cargos]. Fazem pauta bomba para me constranger positivamente. Vamos fazer bons projetos na Câmara e no Senado para tirar o país da situação que se encontra. Não vem me pedir, o que pouquíssimos pedem, que aí não dá certo”.
(Com informações da Band)




