Para ex-senador, sistema tributário é um manicômio
Sem mandato desde 1º de fevereiro deste ano, o ex-senador Roberto Rocha (PTB-MA) participou nesta quarta-feira (12) do evento Correio Talks, promovido pelo Correio Braziliense, em que foi debatida, dentre outros temas a reforma tributária. Segundo o ex-parlamentar, o atuual sistema brasileiro é “um manicômio tributário”.
Roberto Rocha foi relator da proposta de emenda constitucional que trata do projeto de reforma tributária sobre os impostos de consumo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Ele apontou sua fala que o projeto tem o objetivo de corrigir as injustiças do sistema tributário brasileiro, que tributa proporcionalmente mais o pobre que emprega toda a sua renda em
Segundo o ex-senador, a complexidade tributária torna o sistema extremamente caro ao empresário.
“As empresas pagam no Brasil mais de 1% do PIB só para fazer a gestão tributária”, destacou.
Ele apontou ainda que isso afasta investimentos do Brasil. O ex-senador participou nesta quarta-feira (12/4) do seminário Correio Talks — Reforma Tributária: o Brasil quer impostos justos, realizado pelo Correio Braziliense, em parceria com Unafisco Nacional.
Para o ex-senador, o Brasil tem o pior sistema tributário do mundo. Não há, portanto, segundo ele, o que se discutir sobre a necessidade de se realizar uma reforma tributária no país.
Disse também, no evento do Correio, que, de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Tributárias (IPBT), o país gerou desde a Constituinte de 1988 mais de 5,6 milhões de novas regras tributárias, o que justifica o gasto elevado das organizações na gestão dos processos tributários.

Mercado digital – Roberto Rocha explicou ainda que o sistema tributário brasileiro está na era analógica enquanto a sociedade já é digital. Na opinião dele, não faz sentido que entre as maiores empresas do país existam plataformas que não são tributadas.
“Nós temos o maior restaurante do Brasil, que não tem uma panela, o iFood, a maior rede de táxis, que não tem um carro, e a maior rede de hotel do país, que não tem um quarto”, exemplicou o ex-senador.
“É importante que o sistema de tributação nacional, que sempre rastreou produtos, entre agora na nova era e foque em rastrear o dinheiro, o que possibilitará a inclusão dos mercados digitais na base tributária”, disse ele.
(Com informações do Correio Braziliense e imagens Ed Alves/CB/DA.Press)




