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    Home»Maranhão»Embrapa implanta no Território Cidadania de Bacabal ações do programa Bem Diverso

    Embrapa implanta no Território Cidadania de Bacabal ações do programa Bem Diverso

    Aquiles Emir29 de outubro de 20190
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    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) fixou no Território da Cidadania (TC) na região do Mearim as ações do Bem Diverso no Maranhão. Trata-se de uma iniciativa conduzida pela estatal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) para a conservação da biodiversidade brasileira em paisagens diversas e de múltiplos usos.

    O TC compreende 16 municípios, 876 mil hectares, onde mais de 40% da população vive na área rural e tem como fonte complementar  de renda o extrativismo do babaçu. A espécie foi definida como prioritária pelo Projeto Bem Diverso por dominar a composição da vegetação na região, cobrindo vastas áreas chamadas de babaçuais. No estado, o projeto foi iniciado em 2015 e tem atividades planejadas até 2020.

    A mais recente ação do Projeto Bem Diverso no Maranhão foi trabalho de campo na área de manejo situada entre Lago do Junco, Lago dos Rodrigues, São Luiz Gonzaga do Maranhão e Bom Lugar, com coleta de dados em pastagens. A atividade foi realizada  em parceria com a Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema), Cooperativa de Pequenos Produtores Agroextrativistas do Lado do Junco e Lago dos Rodrigues (Cooppalg), membros das comunidades e ainda a Embrapa Amazônia Oriental.

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    “Foram amostradas por meio de parcelas de área fixa de 50 m x 50 m, alocadas em áreas com diferentes densidades de babaçu. Em cada parcela foram contadas as palmeiras jovens e adultas, nominadas localmente como ‘capoteiro’ e ‘indivíduo adulto’, sendo esses dados utilizados para calibração e validação do mapa confeccionado por meio de técnicas de sensoriamento remoto. Para as outras classes foram registrados com GPS pontos para validação, distribuídos em toda área de manejo”, explicou Renan Augusto Miranda Matias, consultor em geoprocessamento do Bem Diverso. O objetivo é a confecção do mapa de uso dos solos com estratificação das pastagens em função das diferentes densidades de Babaçu, mapa este que possibilitará a criação de estratégias vinculadas ao plano de manejo, com identificação de áreas prioritárias à intervenção, proporcionando a otimização em distância de coleta de coco de babaçu associada à quantidade coletada.

    “Hoje a Embrapa tem um conhecimento mais aprofundado sobre os territórios abrangidos pelo projeto e isso se deve às ações realizadas pelo Bem Diverso nos últimos anos nos municípios abrangidos. Nessa nova fase, de consolidação do projeto e possibilidade de ampliação, estamos correndo atrás de novo aporte de recursos”, avalia o pesquisador Anderson Sevilha, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Unidade da Embrapa que lidera o projeto no Brasil.

    Segundo o analista da Embrapa Cocais responsável pelo Bem Diverso na Unidade, Marcos Toledo, aprendeu-se, nos diálogos com as comunidades tradicionais, a se desenvolver o trabalho de PD&I de forma participativa. “As pessoas desses locais são envolvidas ativamente em todas as fases da pesquisa e desenvolvimento, buscando a produção conjunta de conhecimento para o atendimento das demandas do setor extrativista”, conta.

    Por essa perspectiva, no extrativismo do babaçu são respeitados, por exemplo, os hábitos culturais das quebradeiras do coco, buscando desenvolver tecnologias e práticas de fabricação que incrementem a produção com mais qualidade e segurança. Busca-se também o manejo integrado agro-extrativo-pastoril, que alia o extrativismo do coco de babaçu, a produção agrícola (arroz, mandioca, milho, feijão), florestal e criação de animais (bovinos, suínos e caprinos).

    Pesquisa – Em diagnóstico analítico realizado, em 2017 no âmbito do Bem Diverso, em que subprodutos do babaçu e seus processos de industrialização foram analisados, a Embrapa Cocais, em parceria com outras Unidades da Embrapa e instituições locais de pesquisa do Maranhão, propôs o desenvolvimento das seguintes atividades de pesquisa:

    • Formulação de rações balanceadas contendo coprodutos agroindustriais de babaçu (torta de babaçu) para pequenos ruminantes (caprinos e ovinos);
    • Desenvolvimento e adaptação de protótipos para quebra do coco e extração de mesocarpo, em fase de validação;
    • Formulação (com apoio de consultoria) de sabonete de babaçu e construção de perfil agroindustrial mínimo para sua produção;
    • ovos processos alimentícios com babaçu (biscoitos e sorvetes); e, ainda, organização, sistematização e disponibilização de informações sobre procedimentos necessários para formulação e operação de organizações de extrativistas de babaçu.

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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