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    Home»Negócios»Empresários pedem equilíbrio sobre reserva extrativista que pode inviabilizar novos projetos industriais em São Luís
    Negócios


    Empresários pedem equilíbrio sobre reserva extrativista que pode inviabilizar novos projetos industriais em São Luís

    Aquiles Emir22 de abril de 202603 Mins Read
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    Reserva com 16 mil hectares é questionada

    Audiência pública realizada na última sexta-feira (17) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para discutir a criação da Reserva Extrativista (Resex) Tauá-Mirim não alcançou ponto de equilíbrio entre as diferentes visões apresentadas. A preocupação central das entidades empresariais gira em torno da localização estratégica da área proposta para a unidade de conservação e do seu tamanho, de mais de 16 mil hectares, o que afetaria o principal distrito industrial do estado, zona portuária e questões logísticas do Maranhão.

    O vice-presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e presidente do Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (Ciema), Cláudio Azevedo, representou as entidades empresariais na consulta pública.

    “Não somos contra a preservação ambiental, mas defendemos que qualquer iniciativa dessa natureza seja amplamente discutida sob a ótica dos impactos econômicos e sociais. É preciso compreender como essa medida dialoga com a realidade produtiva do estado e quais serão seus efeitos sobre investimentos, empregos e infraestrutura”, afirmou.

    A posição das entidades empresariais foi formalizada previamente em ofício conjunto encaminhado a órgãos estaduais e federais, incluindo o próprio ICMBio, no qual manifestam oposição à criação da Resex nos moldes propostos. O documento sustenta que a área já está submetida a um elevado nível de restrições ambientais, com a presença de diversas unidades de conservação estaduais, o que, na avaliação do setor, torna desnecessária a criação de uma nova unidade federal com regras ainda mais rigorosas.

    Outro ponto destacado pelas entidades empresariais é a incompatibilidade entre o regime de uma reserva extrativista e o perfil econômico da região. Segundo as entidades, a eventual implementação da Resex Tauá-Mirim pode comprometer a expansão industrial, afetar cadeias produtivas estratégicas e gerar insegurança jurídica para empreendimentos já instalados ou em fase de planejamento. Localização e tamanho proposto para a reserva, com mais de 16 mil hectares, são alguns dos pontos questionados.

    Participaram da audiência integrantes do poder público federal, estadual e municipal; moradores de comunidades tradicionais, academia e setor produtivo. Representantes de comunidades locais também apresentaram demandas urgentes por infraestrutura e acesso a serviços básicos, como transporte, educação e saúde.

    Para as entidades empresariais como Fiema, Ciema, Fedeação do Comércio (Fecomércio), Federação das Associações Empresariais (FAEM), Federação da Agricultura (Faema). Associação de Jovens Empresários (Aje), Fedederação dos Dirigentes Lojistas (FCDL) e Associação Comercial do Maranhao (ACM), há necessidade de aprofundar o diálogo institucional e construir soluções que conciliem proteção ambiental com desenvolvimento sustentável, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida.

    “A audiência pública cumpriu seu papel democrático, mas não conseguiu avançar na construção de consensos mínimos”, avaliou Cláudio Azevedo.

    A defesa é por um modelo que considere a vocação econômica da área, respeite as comunidades e assegure previsibilidade para investimentos. Sem esse equilíbrio, avaliam as entidades empresariais, o risco é ampliar conflitos e comprometer tanto o desenvolvimento quanto a efetividade das políticas ambientais. O dia 1º de maio é a data-limite para que o ICMBio receba sugestões, manifestações e pedidos de esclarecimentos.    

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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