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    Home»Poder e Política»Especialistas vão à CPI da Pandemia falar contra e a favor de remédios para covid-19

    Especialistas vão à CPI da Pandemia falar contra e a favor de remédios para covid-19

    Aquiles Emir26 de maio de 20210
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    Senadores definem debates sobre tratamento da covid-19

    Após consenso entre os senadores, a CPI da Pandemia terá duas reuniões para debate do tratamento contra a covid-19 com medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina. Para isso, foram aprovados nesta quarta-feira (26) uma série de convites que atendem a uma extensa lista de médicos, biólogos e outros especialistas na área.

    Assim, os parlamentares querem ouvir quatro especialistas, sendo dois a favor, como defendem os governistas, e dois contra o uso desses medicamentos, desaconselhado pela Organização Mundial de Saúde, pela Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, e outras instituições de pesquisa e de saúde.

    O tema tem sido bastante discutido durante os testemunhos prestados à CPI, pois dois dos ex-ministros da Saúde que deixaram o governo Bolsonaro — Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich — listaram entre as causas de suas saídas a pressão pela adoção do chamado “tratamento precoce” como política pública de saúde.

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    O outro ex-ministro, Eduardo Pazuello, e o atual ministro, Marcelo Queiroga, negaram que o governo tenha promovido a distribuição de cloroquina para o combate à pandemia de covid-19. Outra depoente, a médica Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde, promove o “tratamento precoce” e o defendeu nesta terça (25) na CPI, mas negou que o governo o tenha adotado como forma de implementar a chamada “imunidade de rebanho”.

    A médica esteve em Manaus em janeiro deste ano, pouco antes do colapso na saúde do estado, no qual também promoveu o “tratamento precoce”.

    Convidados – Na lista de convidados está o médico Dráuzio Varella. No requerimento, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), alega que o convidado conhece a situação brasileira e as políticas públicas que deveriam ter sido tomadas no enfrentamento à crise pandêmica.

    Também estão sendo convidados os biólogos e pesquisadores Átila Iamarino e Natália Pasternak. O senador Alessandro Vieira pediu a realização de uma audiência pública com a participação de Iamarino. “A realização de audiência pública no âmbito de uma CPI é instrumento importantíssimo para que as discussões se desenvolvam com o amparo de reconhecidos especialistas em cada tema. Átila Iamarino, doutor em virologia, pode fornecer notável contribuição técnica para a formação do convencimento dos parlamentares”, afirma o senador.

    Microbiologista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Natalia Pasternak está sendo convidada a partir dos requerimentos dos senadores Marcos do Val (Podemos-ES), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Humberto Costa (PT-PE) e Renan Calheiros “Natalia Pasternak Taschner fundou e se tornou a primeira presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), organização focada na defesa de evidências científicas utilizadas em políticas públicas”, diz Marcos do Val.

    Estão sendo convidados também os médicos Gonzalo Vecina Neto, Francisco Eduardo Cardoso Alves, Paulo Márcio Porto de Melo, Cláudio Maierovitch, Zeliete Zambom, Adriano Massuda, Pedro Hallal, Gulnar Azevedo e Silva, César Victora e Cristiana Maria Toscano. Entre os médicos está o ex-ministro da Saúde e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), José Gomes Temporão. Os requerimentos de convite para sua participação partiram dos senadores Renan, Humberto e Otto.

    Compõem a lista ainda o professor de infectologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clovis Arns da Cunha; a cientista e professora da Universidade de Harvard, Márcia Castro; a professora da USP Deisy Ventura e a pesquisadora da Fiocruz Maria Helena Machado.

    Análise científica – Durante o depoimento de Mayra Pinheiro, o senador Otto Alencar (PSD-BA) garantiu, com base em análise científica, que não há estudos no mundo que mostrem que os antiparasitários cloroquina e hidroxicloroquina tenham ação antiviral. “Minha discordância aqui nunca foi política, mas científica, não tem nenhum antiviral que possa controlar a doença”, disse Otto.

    Segundo o senador Marcos Rogério (DEM-RO), há estados seguindo hoje o protocolo de “tratamento precoce” com adoção de cloroquina, caso dos estados de Alagoas, Bahia, São Paulo, Amapá. “O que mata mais é o atendimento precoce, com os medicamentos disponíveis receitado pelos médicos, ou é a negação do atendimento?”, questiona

    Topo da pirâmide – Questionada nesta terça pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Mayra Pinheiro não mencionou em que estudos se embasa para promover o “tratamento precoce”. O senador salientou que as maiores instituições científicas e médicas de todo o mundo negam que a cloroquina teria efeito contra a covid-19:

    A médica reconheceu  não existirem estudos de primeira linha para comprovar o uso dos medicamentos que tem promovido. “Nós não temos ainda estudos atualmente no topo da pirâmide. Nós estamos diante de uma pandemia”  disse.

    Defensor do “tratamento precoce” na CPI, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) elogiou o depoimento de Mayra Pinheiro. Ele chegou a acusar os grandes fabricantes de vacinas de financiar um dos estudos contrários ao uso do medicamento.

    (Agência Senado)

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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