Eficácia é menor do que informou o Butantan
O Instituto Butantan divulgou nota nesta sexta-feira (21) nota em que garante a segurança da vacina coronavac, depois de estudos revelarem que sua eficácia é muito baixa, principalmente em idosos acima de 80 anos. A revelação foi feita pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
De acordo com estudo do Vebra Covid-19, que reúne cientistas de instituições nacionais e internacionais, a eficácia da Coronavac para prevenir contra covid-19 é 42% em pessoas maiores de 70 anos depois de 14 dias da segunda dose. É bem menor do que os estudos do Instituto Butantan no Brasil, é de 50,7%.
“Sobre a matéria “Coronavac tem menor efetividade entre idosos de mais de 80 anos do que mostrou estudo clínico do Butantan, diz pesquisa” (Mônica Bergamo, 18/5), o Instituto Butantan esclarece que a Coronavac é segura e eficaz para a população adulta, incluindo os idosos. Estudo da prefeitura de São Paulo, por exemplo, mostrou que houve em abril queda de 90% no número de mortes de pessoas com idade acima de 90 anos, a grande maioria delas imunizada com a vacina do Butantan.
A vacina, portanto, é importante para evitar complicações causadas pela infecção pelo vírus Sars-Cov-2 nos idosos e nas demais faixas etárias da população acima de 18 anos.
O conjunto de dados obtidos nos testes clínicos de fase 3 realizados no Brasil com 12,5 mil voluntários, sob coordenação do Butantan, confirmam que a resposta imunológica e a segurança da vacina no grupo de maiores de 60 anos é análoga à do grupo de 18-59 anos, o que sustenta a extensão de indicação de uso do imunizante em idosos, previsto em bula e aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Não se deve confundir a resposta à vacina com o curso clínico da infecção por Sars-CoV-2. Os idosos correm maior risco de agravamento pela infecção e, por isso, a vacina é fundamental.
É importante que as pessoas sigam tomando a vacina, conforme os esquemas adotados pelos gestores de saúde, de modo a se prevenirem contra as complicações do novo coronavírus.”




