Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Variedades»Explosão da Base de Alcântara teria sido uma sabotagem contra o Brasil, diz a Sputnik Brasil
    Variedades

    Explosão da Base de Alcântara teria sido uma sabotagem contra o Brasil, diz a Sputnik Brasil

    Aquiles Emir30 de agosto de 202505 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Espionagens e chantagens prejudicaram Brasil

    Quando o assunto é sabotagem contra o Brasil, é comum vir à cabeça de todos a explosão no Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, ocorrido em agosto de 2003. O desastre tirou a vida de 21 profissionais, minou a confiança do país sobre o Programa Espacial Brasileiro (PEB) e acendeu uma dúvida: é possível que o acidente tenha sido obra de agentes do exterior?

    Uma reportagem da Folha de S.Paulo, em 2013, revelou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de fato, investigou uma possível sabotagem do serviço secreto francês — que possui uma base de lançamento na Guiana Francesa. Todavia, as apurações não encontraram envolvimento de Paris no caso.

    Nas redes sociais, muitas pessoas teorizam sobre o envolvimento dos Estados Unidos, baseado na grande presença de norte-americanos na região de Alcântara nos dias anteriores à data que o lançamento estava previsto. Porém, tampouco há evidências de ligação direta.

    Se no caso da explosão no Maranhão não foram encontrados indícios de envolvimento estrangeiro, isso não significa que o Brasil nunca tenha sido alvo de sabotagem. Neste texto, a Sputnik Brasil conta três vezes em que a ação de agentes internacionais impediram o progresso do país em diferentes campos.

    Energia nuclear – O Brasil, por meio de Álvaro Alberto da Motta e Silva, costurou com os Estados Unidos, em 1945, uma parceria para o desenvolvimento da energia nuclear nacional. Enquanto Brasília enviaria matérias-primas físseis, Washington colaboraria com tecnologia nuclear, além de receber professores, alunos e cientistas nas instituições norte-americanas.

    Apesar de o Brasil ter enviado minérios radioativos para os EUA, os reatores nucleares nunca chegaram ao país. Segundo a historiadora Fernanda das Graças Corrêa, autora do livro “O projeto do submarino nuclear brasileiro: uma história de ciência, tecnologia e soberania”, foi neste momento que Brasília percebeu que não poderia contar com Washington para o crescimento no campo nuclear.

    Quase uma década depois, em 1952, Álvaro se aproximou de engenheiros e técnicos alemães, que eram vanguarda no assunto à época, com o objetivo de desenvolver nacionalmente o enriquecimento de urânio. No fim de 1953, o governo de Getúlio Vargas autorizou a compra de três ultracentrífugas da Alemanha.

    Com o projeto classificado como secreto, um grupo restrito de brasileiros e alemães sabia sobre a parceria. Enquanto alguns químicos foram para a Europa, a fim de treinar o manuseio de gases pesados, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o espaço para um laboratório já havia sido cedido pelo governo fluminense.

    Apesar de o Banco do Brasil pagar ao banco alemão para a América do Sul uma quantia de US$ 80 mil (R$ 432,8 mil, na cotação atual), as ultracentrífugas nunca chegaram ao território brasileiro. Os equipamentos foram apreendidos ainda na Alemanha pelo então governador local, o brigadeiro inglês Harvey Smith. Álvaro procurou Smith, que indicou que a apreensão foi um pedido do alto comissário estadunidense James Conant, que, por sua vez, responsabilizou a Comissão de Energia Atômica dos EUA.

    Álvaro, acompanhado do embaixador Walther Moreira Salles, se encontrou com Lewis Strauss, presidente da comissão. Entretanto, relatos da reunião apontam que Strauss apenas debochou dos planos brasileiros.

    Painel da usina nuclear de Angra 1, em Angra dos Reis. Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 17.03.2025

    Tanque Osório e a Engesa – Em abril de 1984, Brasil e Arábia Saudita anunciavam um acordo de US$ 2 bilhões (R$ 10,8 bilhões, na cotação atual) para o desenvolvimento de uma versão do tanque Osório, que cinco anos depois ganharia o nome Al Fahad. A questão é: os Estados Unidos estavam cientes.

    Em 2016, documentos, antes sigilosos, foram desclassificados pelos EUA e mostram que a CIA espionou o complexo militar brasileiro entre as décadas de 1970 e 1980. Com o uso de satélites e informantes, Washington teve acesso aos acordos secretos de Brasília e Riad e diziam, por meio de relatórios, que a indústria bélica nacional era frágil e extremamente dependente de vendas para o exterior.

    Apesar de anos de desenvolvimento do Al Fahad, a Arábia Saudita abandonou o projeto sem produzir um tanque sequer, decidindo em vez disso pela compra dos tanques norte-americanos M1 Abrams, considerado por analistas uma escolha pior em termos técnicos.

    Desenvolvedora do Osório, a Engesa — considerada a maior indústria militar brasileira e alvo de espionagem dos EUA — por sua vez, faliu em 1993, em decorrência da falta de compradores.

    Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Brasil, 1º de outubro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 08.10.2024

    Indústria aeroespacial brasileira – No início dos anos 2000, Brasil e Ucrânia trabalhavam em cooperação para implantar a plataforma de lançamento Cyclone 4, no Centro Espacial do Maranhão.

    A aproximação dos dois países, porém, gerou insatisfação nos Estados Unidos, que, por meio da diplomacia, colocou uma série de barreiras para Kiev em relação ao projeto.

    Documentos revelados no WikiLeaks, em 2010, mostram que Washington tentou minar a parceria entre os países, ao menos, desde 2009. A Casa Branca permitia que Kiev e Brasília trabalhassem juntos, mas não desejava que qualquer tipo de transferência de tecnologia espacial fosse entregue ao Brasil.
    “Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, apontava trecho da carta enviada pelo Departamento de Estado à Embaixada dos EUA em Brasília.

    Conforme publicado pela CNN Brasil, a parceria Brasil-Ucrânia custou aos cofres públicos de cada país cerca de R$ 500 milhões. Iniciada em 2003, a cooperação, extinta em 2019 por medida provisória, terminou sem lançar um foguete sequer.

    (Agência Spunik)

    Previous ArticleBruno Henrique desiste de tentar anular no STJ investigação sobre bets
    Next Article Atlântica Serviços Gerais comemora cinquenta anos
    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

      Você pode gostar

      Variedades


      Golden Shopping Calhau celebra nove anos com programação especial para toda a família

      25 de setembro de 2026
      Variedades


      Influenciadora maranhense participa de campanha da Havan gravada na Itália

      23 de setembro de 2026
      Variedades


      Samba, chopp gelado e comida de boteco embalam fim de semana no Rio Anil

      18 de setembro de 2026
      Add A Comment
      Leave A Reply Cancel Reply

      Demonstre sua humanidade: 7   +   9   =  

      Conversa Franca – Aquiles Emir

      Eduardo Braide e Orleans Brandão, que lideram as pesquisas para governador do Maranhão, vão estar, pela primeira vez, cara a cara, no debate da TV Mirante nesta terça-feira.

      Compartilhar .share-buttons { display: flex; gap: 15px; margin-top: 10px; }.share-buttons .btn { width: 30px; /* Botões maiores */ height: 30px; border-radius: 50%; display: flex; justify-content: center; align-items: center; color: white; font-size: 22 px; /* Ícones maiores */ text-decoration: none; transition: transform 0.2s, opacity 0.2s; }.share-buttons .btn:hover { transform: scale(1.18); opacity: 0.9; }/* Cores dos botões */ .facebook { background: #1877F2; } .whatsapp { background: #25D366; } .x { background: #000000; } .telegram { background: #0088CC; }
      Compartilhe este vídeo:
      • Últimas notícias
      • Revista Maranhão Hoje


      Jornalista da Band critica decisão do ministro Flávio Dino sobre mentiras envolvendo Nossa Senhora Aparecida

      28 de setembro de 2026


      Pesquisas Quaest e BTG/Nexus indicam empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

      28 de setembro de 2026


      Eduardo Braide e Orleans Brandão vão estar pela primeira vez cara a cara nesta disputa para governador do Maranhão

      28 de setembro de 2026


      Sesi abre seletivo para contratação de analistas de nível superior na área de Educação com salários de até R$ 4,3 mil

      28 de setembro de 2026


      O populismo do voto: do Bolsa Família à MP das bets

      28 de setembro de 2026

      MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

      6 de fevereiro de 2024

      MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

      30 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

      7 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

      2 de novembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

      29 de setembro de 2023
      Facebook Instagram YouTube WhatsApp
      Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

      Política de Privacidade / Termos de Uso

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.