ELAINE PATRÍCIA CRUZ
Sob aplausos, torcida gritando seu nome e protestos por sua expulsão, Messi conquistou hoje o terceiro lugar da Copa América, após a Argentina ter vencido o Chile por 2 a 1 na Arena Corinthians, em São Paulo. No entanto, o jogador se recusou a subir no gramado para participar da cerimônia de premiação e receber a medalha de bronze, em protesto pela expulsão e por reclamações relacionadas à arbitragem e à organização da Copa América.
A expulsão de Messi, ainda no primeiro tempo, revoltou a torcida presente à arena. Foi o segundo cartão vermelho de Messi em toda sua carreira de jogador: o primeiro foi em 2005, em sua estreia pela seleção argentina. Hoje, ele foi expulso após um desentendimento com Medel, que também recebeu cartão vermelho no lance.
Se após o jogo contra o Brasil, em que a seleção argentina foi derrotada por 2 a 0, o craque argentino fez diversas críticas, no jogo deste sábado não foi diferente. Na zona mista, após o jogo, Messi disse que não participou da cerimônia de premiação porque estava revoltado. “Muita bronca, muita bronca, porque creio que não merecia este cartão. Eu estava fazendo um bom jogo, estávamos em vantagem. Lamentavelmente, há muita corrupção, tivemos estas questões com os árbitros, ficamos com a sensação de que não nos deixaram ir jogar a final”.
Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico chileno, Reinaldo Rueda, lamentou as duas expulsões do jogo. “É uma pena, era uma situação que podia ter sido trabalhada de outra forma, era uma situação normal de disputa”, disse ele. “O melhor jogador do mundo foi expulso”, falou.
O técnico argentino Lionel Scaloni também reclamou da arbitragem. “Não entendo o que ele [Messi] fez para ser expulso. Aconteceu muito rápido. Foi muito estranho”, disse ele, ao acrescentar que os critérios para a utilização do VAR não foram claros durante a competição.
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Arbitragem – A comissão de arbitragem que apitou o jogo de hoje foi muito vaiada, principalmente por causa da expulsão do craque argentino. Ao final do jogo, pouco antes da Argentina subir no tablado preparado no gramado para a cerimônia de premiação, a arbitragem voltou a ser vaiada pelos torcedores.
Os gols argentinos foram marcados no primeiro tempo, com Agüero e Dybala. No segundo tempo, o Chile descontou em uma cobrança de falta de Vidal.
Neste domingo (07), no Maracanã, no Rio de Janeiro, a seleção brasileira enfrenta o Peru, as 17h, na disputa pelo título da Copa América.
O jogo – O jogo começou morno, muito estudado e concentrado no meio de campo, sem muitas opções de ataque. Aos 11 minutos depois, Aguero abriu o placar para a Argentina, quando recebeu uma cobrança de falta rápida de Messi e, sozinho, driblou o goleiro. O segundo gol argentino saiu aos 21 minutos aindo no primeiro tempo: um golaço de Dybala que partiu em velocidade e tocou na saída do goleiro Arias, após receber um belo passe de Lo Celso.
Com o segundo gol argentino, o clima começou a esquentar dentro de campo, apesar do frio desta tarde de sábado em São Paulo. Aos 25 minutos, Vidal e Dybala se estranham em campo e o juiz parou o jogo para segurar a confusão. Vidal recebeu cartão por reclamação.
Aos 28 minutos, o Chile avança na grande área com Fernandes e pede toque de mão de Otamendi. O árbitro marca apenas o escanteio. Aos 30 minutos, Dybala quase fez um golaço para a Argentina, de voleio.
No segundo tempo, logo aos 5 minutos, Jara caiu no chão e pediu para ser substituído por Maripán. Aos 10 minutos, o árbitro para o jogo para consultar o VAR e rever um lance em que Lo Celso faz falta em Aránguiz em cima da linha. Ele então marca pênalti para o Chile. Vidal cobra e marca, diminuindo o placar e animando a torcida chilena, que esteve mais quieta no primeiro tempo.
Já nos acréscimos de jogo, o Chile reclamou muito da arbitragem, pedindo mão na bola na grande área, mas o juiz não marcou, apesar dos protestos.
(Agência Brasil)



