Comitiva visitou Senai de Inovação e Observatório da Indústria
O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, liderou uma comitiva de maranhenses para conhecer as experiências da Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará no estímulo ao desenvolvimento das energias renováveis para impulsionar a expansão do setor no Maranhão. De acordo com Baldez, a ideia é fazer um intercâmbio de experiências e a prospecção de parcerias, em âmbito regional.
“Acredito que essa ação dará uma grande contribuição para a formulação do mapa eólico e solar do Maranhão, que ainda não temos. Vamos conhecer a tecnologia deles e ver como podem nos assessorar e apoiar na sua construção”, destacou o presidente da Fiema.
A comitiva começou a sua missão na última segunda-feira (09) pela Bahia, onde conheceu o Centro Universitário Senai Cimatec, uma das melhores instituições de ensino em engenharia do país, segundo reconhecimento do MEC/INEP, e conta com uma vasta atuação em cursos de graduação, entre cursos superiores de engenharia e arquitetura e que trabalha na formação de pessoal de alto nível e suporte à inovação e oferecendo solução para problemas complexos da indústria, com a possibilidade da vivência prática em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, contando com a parceria de empresas e outras instituições nacionais e internacionais.
Durante o encontro, foram discutidas as perspectivas de desenvolvimento de energias limpas no Nordeste, visando a disponibilidade geográfica e tecnológica da Bahia para a integração de parques eólicos, produção de hidrogênio verde e captação de energia solar. Os diretores de Tecnologia e Inovação e de Operações do Senai Cimatec, Leone Andrade e Luis Breda, acompanhados do Gerente Executivo, Leonardo Sanches, apresentaram oportunidades de parcerias para impulsionar o desenvolvimento regional sustentável.
A comitiva os laboratórios e institutos pela manhã e, pela tarde, visitaram instalações do Senai Cimatec Park, um grande complexo tecnológico e industrial em uma área de 4 milhões de metros quadrados no centro industrial de Camaçari, com laboratórios avançados, grandes usinas piloto, áreas de segurança para testes e operações de risco e até uma pista de teste do setor automotivo. O Cimatec Park tem uma infraestrutura diferenciada no país para atender as necessidades de Energia Eólica, Mecânica, Naval, Automotiva, Elétrica, Construção Civil, Química, Petroquímica e Biotecnologia, Farmacêutica, Celulose e Papel e Petróleo e Gás.
Natal – Na capital potiguar, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales de Araújo, apresentou projetos em áreas nos quais os dois estados têm potenciais expressivos de crescimento econômico.
“No caso do Rio Grande do Norte e do Maranhão, temos dois estados com desafios e necessidades em infraestrutura e algumas características parecidas, além de outro aspecto em comum que é o potencial para energia renovável”, destacou Amaro Sales. “Por isso, o intercâmbio pode ter resultados promissores”, acrescentou o presidente da FIERN, Amaro Sales.

Ceará – O vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Carlos Prado, falou da importância da visita. “Na medida em que os outros Estados da região procuram fazer algo parecido com o que a FIEC está fazendo, acaba sendo realmente um grande benefício para todo o Nordeste”, afirmou.
A comitiva conheceu a experiência do Ceará no estímulo ao desenvolvimento das energias renováveis e o Observatório da Indústria. O gerente Guilherme Muchale apresentou todo o trabalho realizado em prol do desenvolvimento da indústria cearense com o Observatório que atua com tecnologia de ponta e inteligência artificial, possibilitando a construção de levantamentos e cruzamentos de dados, criação de cenários, acesso à informações estratégicas atualizadas 24 horas, trabalho de prospecção via algoritmos, previsibilidade de faturamentos, atração de investidores, entre outros.
O consultor de Energia da FIEC e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará, Jurandir Picanço, fez uma apresentação falando sobre o pioneirismo do Ceará na instalação de um Hub de Hidrogênio Verde e do potencial dessa fonte de energia para todo o Nordeste. O consultor também mostrou um panorama geral das oportunidades em relação a outras energias limpas, como a solar e a eólica.
Complementando a exposição, o Coordenador do Núcleo de Energia da FIEC, Joaquim Rolim, apresentou o trabalho de elaboração do Atlas Eólico e Solar do Ceará e da sua importância para o desenvolvimento do setor no Estado. O Atlas, único no Brasil, é fruto de uma parceria entre a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), do Governo do Estado, FIEC e do Sebrae e conta com informações técnicas, identificando áreas com potencial para investimentos.




