Abuso de autoridade teria sido nas operações Galeria e Vernissage
A juíza da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, está sendo acusada por Márcio Lobão, filho do ex-senador Edison Lobão, de cometer abuso de autoridade na condução de processos originados pelas operações Galeria e Vernissage, que investigaram suspeitas de lavagem de dinheiro de esquemas de corrupção na Transpetro e em Belo Monte. O Corregedor-Nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, deu quinze dias para que ela rresponda à reclamação.
A informação é do jornalista Robson Bonin, editor da coluna Radar, da revista Veja. Os abusos teriam sido cometidas na condução de processos originados pelas operações Galeria e Vernissage, em 2021, que investigaram suspeitas de lavagem de dinheiro de esquemas de corrupção na Transpetro e em Belo Monte quando era ministro de Minas e Energia no governo de Dilma Rousseff.
Pai e filho foram citados por um delator como supostos beneficiários.
Marcio Lobão, de acordo com o colunista, alega que a juíza deu decisões nos processos mesmo depois de o TRF-4 e o STF terem declarado a incompetência da vara de Curitiba para julgar os casos. O filho do ex-senador acusa ainda a magistrada de ter mantido o bloqueio de bens seus e de parentes por tempo maior do que o decidido em instâncias superiores.
Segundo o reclamante, as obras de arte de sua propriedade apreendidas pela operação Lava-Jato foram exploradas comercialmente sem a sua autorização pelo Museu Oscar Niemeyer e teve que arcar com os custos de transporte para que os itens voltassem para sua casa.
Na sua decisão, o ministro Salomão registrou que é “salutar” que os fatos sejam apurados e pediu esclarecimentos. Ele reconheceu, contudo, que há uma “linha tênue que separa os atos simplesmente jurisdicionais dos que detêm relevância correcional”.
“Ante o exposto, com fundamento no art. 67, §3º, do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça, notifique-se a magistrada GABRIELA HARDT para que, no prazo de 15 (quinze) dias, preste informações acerca dos fatos narrados”, determinou Salomão.
(Com informações do site da revista Veja )




