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    Home»Poder e Política»Flávio Dino assina carta de governadores que pedem revogação do decreto do armamento
    Poder e Política

    Flávio Dino assina carta de governadores que pedem revogação do decreto do armamento

    Aquiles Emir21 de maio de 201904 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    Flávio Dino (PCdoB) e outros 13 governadores de estado divulgaram nesta terça-feira (21) uma carta em que pedem a revogação do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que liberar para diversas categorias porte e posse de arma de fogo. Eles reconhecem que a violência e a insegurança afetam grande parte da população, contudo entendem que “a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo”.

    A carta é assinada pelos nove governadores do Nordeste, além dos do Distrito Federal, Amapá, Pará, Espírito Santo e Tocantins.

    Embora o tráfico de armas tenha aumentado no país desde a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, em 2005, o governadores que assinam o documento temem que o comércio legal de armas possa abastecer grupos criminosos, acentuando o índice de violência no país.

    Eis a íntegra da carta:

    “Como governadores de diferentes estados do país, manifestamos nossa preocupação com a flexibilização da atual legislação de controle de armas e munições em razão do decreto presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União que atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país.

    Sabemos que a violência e a insegurança afetam grande parte da população de nossos estados e que representam um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento humano e econômico do Brasil. Nesse contexto, a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo.

    Por essa razão, é urgente a implementação de ações que melhorem a rastreabilidade das armas de fogo e munições durante toda a sua existência, desde sua produção. Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime. Reconhecemos que essas não são soluções mágicas, mas são condições necessárias para a melhoria de nossa segurança pública.

    Diante deste cenário, e a partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias.

    As soluções para reverter o cenário de violência e insegurança no país serão fortalecidas com a coordenação de esforços da União, Estados e Municípios para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências e para implementar o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, fortalecendo a prevenção focalizada nas populações e territórios mais afetados pela violência e a repressão qualificada da criminalidade.

    Reforçamos nosso compromisso com o diálogo e com a melhoria da segurança pública do país. Juntos, podemos construir um Brasil seguro para as atuais e futuras gerações.“

    • Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal
    • Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão
    • Wellington Dias (PT), governador do Piauí
    • Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco
    • Camilo Santana (PT), governador do Ceará
    • João Azevedo (PSB), governador da Paraíba
    • Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo
    • Rui Costa (PT), governador da Bahia
    • Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte
    • Renan Filho (MDB), governador de Alagoas
    • Belivaldo Chagas (PSD), governador de Sergipe
    • Waldez de Góes (PDT), governador do Amapá
    • Mauro Carlesse (PHS), governador do Tocantins
    • Helder Barbalho (MDB), governador do Pará

     

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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