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    Home»Poder e Política»Roberto Rocha aceita desafio para disputar Governo do Estado
    Poder e Política

    Roberto Rocha aceita desafio para disputar Governo do Estado

    Aquiles Emir27 de fevereiro de 201733 Mins Read
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    Em entrevista à revista Maranhão Hoje de fevereiro, que está nas bancas, o senador Roberto Rocha (PSB), que vem se manifestando como um dos principais críticos do governo, o que seria um indicativo de que estaria preparando terreno para entrar na disputa sucessória de 2018, diz que não fugirá de raia se convidado a disputar a sucessão de Flávio Dino (PCdoB) em 2018.

    Entrevistado pelos jornalistas Aquiles Emir e Diego Emir, Roberto Rocha chega a ser irônico com o atual governo, quando, por exemplo, lhe foi pedida uma opinião acerca da política de desenvolvimento do Estado. “Qual  é essa política?”, devolveu.

    Ele diz também que a vocação de desenvolvimento dos maranhenses prejudica os planos do PCdoB com sua política antidesenvolvimento e que o governo prometeu um choque de capitalismo, mas está dando um choque nos capitalistas.

    Eis alguns trechos da entrevista:

    O senhor é autor do projeto de Zona de Exportação para São Luís em que estágio ele se encontra?

    • O projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para ser brevemente discutido e votado.

    Qual a importância desta zona para a cidade e o estado?

    • Ela muda toda a dinâmica da economia do Centro Norte do país, com forte impacto, é claro, na economia maranhense. Deixamos de ter uma economia de enclave, como hoje, para termos uma economia de exclave aduaneiro, que favorece e emula a criação de cadeias de produção. Ao invés de exportar minério de ferro, alumínio, alumina e soja, ou seja, produtos semielaborados e primários, vamos exportar produtos manufaturados. É um salto gigantesco.

    O senhor acha que o atual governo tem sabido conduzir uma política de desenvolvimento para o Maranhão?

    • Qual é essa política? Ampliar o que já existe, sem quebrar a lógica perversa que mantém o Maranhão no atraso? É muito pouco para o nosso potencial.

    Onde ele estaria acertando e errando?

    • Acerta eventualmente no varejo, mas erra no atacado. O principal erro, infelizmente, é o interdito ideológico que não permite ver que apenas com o desenvolvimento econômico podemos sustentar um verdadeiro desenvolvimento social. Nesse sentido, minha maior diferença é justamente de visão do papel do Estado. O governador anunciou um choque de capitalismo, mas até o momento tem dado choque apenas nos capitalistas, aumentando impostos e taxando a produção. Critico o comunismo para não ver meu estado sofrer um choque anafilático.

    O senhor vem fazendo duras críticas ao governo Flávio Dino. É inegável perceber que exista um rompimento. Em 2018 podemos imaginar um confronto entre Flávio e Roberto na disputa pelo Governo Estadual?

    • Não depende de mim esse cenário. Depende muito mais do governo e do governador. Mas se, por atos e movimentações, ele acabar cevando uma nova via política para disputar o poder, não serei eu a fugir dessa raia.
    A entrevista completa está apenas na versão impressa.

    Existe alguma possibilidade de o senhor se unir ao grupo Sarney em 2018?

    • Não está e nem esteve jamais em meus planos.

    O senhor acredita que Flávio Dino chegará isolado em 2018 com apoio de apenas partidos da esquerda?

    • É um risco real o PCdoB perceber um dia o seu verdadeiro tamanho.

    Na disputa pelo governo do Maranhão em 2018, o que senhor apresentaria de diferente para a população maranhense?

    • Uma proposta clara de como eu penso e qual o papel do Estado como indutor do desenvolvimento. E uma visão que não coloca o Maranhão como refém do legado do sarneísmo.
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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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      View 3 Comments

      3 Comentários

      1. Marlon Barros on 27 de fevereiro de 2017 11:58

        Roberto para governador? Faz mi rir… Homem que ganhou um mandado de graça, não tem grupo, militância e aliados para permanecer no PSB e seu único rumo seria sair do partido.

        Reply
      2. Francisco Cesário Meneses on 26 de fevereiro de 2017 22:43

        Senador Roberto Rocha, sabemos que vc era o cacique maior na cidade de Balsas, q seu irmão Rochinha não fazia nada sem seu aval, até perguntei bem não fazia nada e não fez NADA durante os 4 anos, mas e pergunta é, pq vc emplacou na administração desastrosa de seu irmão, podendo vc corrigir e não o fez….

        Reply
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      Conversa Franca – Aquiles Emir

      Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, mostrou que é bem fácil fazer o que Ulisses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, dizia que seria quase impossível: emendar a Constituição Federal. Numa única sessão, modificou o regimento do Senado, fez duas votações para botar no texto da Carta Magna a nova jornada de trabalho, em atendimento aos interesses do Palácio do Planalto, lei-se projeto de reeleição do presidente Lula.

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