O consórcio formado pelos clubes Flamengo e Fluminense é o novo administrador do Maracanã. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (05) pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Em princípio, os clubes vão administrar o estádio por 180 dias, prorrogáveis por mais 180 dias.
Witzel explicou que usará esse tempo para preparar uma nova licitação para o estádio de futebol. O novo contrato deverá prever a concessão do espaço por 35 anos.
Flamengo e Fluminense terão de arcar com custos mensais de manutenção do estádio, cerca de R$ 2 milhões, e mais um repasse de verba para o governo estadual. Eles também terão o direito de explorar o Tour Maracanã, passeio que leva os visitantes para conhecer o estádio.
O anúncio foi feito por Witzel por meio das redes sociais já que ele está em Boston, nos Estados Unidos.
Dívida – A empresa Complexo Maracanã Entretenimento (CME), responsável pelo estádio, negou a existência de dívida milionária com o governo do estado, conforme argumentou o governador Wilson Witzel (PSC), ao anunciar o rompimento da concessão. Segundo o governo estadual, a concessionária não paga as parcelas de outorga previstas no contrato de concessão desde maio de 2017, o que gerou uma dívida de R$ 38 milhões.
De acordo com a nota da CME, os valores só seriam devidos se o uso comercial do entorno do estádio tivesse sido liberado, o que acabou não acontecendo.
Nota dos clubes sobre o consórcio: Flamengo e Fluminense celebram e agradecem a confiança do Governo do Estado do Rio de Janeiro na parceria firmada para a administração do Maracanã. Este é um momento histórico para o esporte nacional. A rivalidade fica dentro do campo, demonstrando que todos os clubes podem trabalhar em conjunto para o bem do futebol carioca, levando a alegria para os milhões de torcedores. A dupla Fla-Flu está preparada para o enorme desafio que tem pela frente.
Os dois clubes reafirmam que a prioridade é a realização de partidas de futebol dos clubes cariocas, com uma condição comercial justa, bem melhor do que a oferecida até agora. Vale lembrar que, apesar de Botafogo e Vasco não fazerem parte do consórcio, os dois coirmãos terão acesso justo e isonômico para a utilização do complexo esportivo.
(Com informações da Agência Brasil)



