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    Home»Bem-estar e saúde»Gripe ou resfriado: como saber diferenciá-los?
    Bem-estar e saúde

    Gripe ou resfriado: como saber diferenciá-los?

    Aquiles Emir9 de abril de 202504 Mins Read
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    Otorrinolaringologista explica como distinguir as infecções

    Com a proximidade das estações mais frias do ano, a incidência de doenças respiratórias aumenta, trazendo à tona uma dúvida muito comum entre as pessoas: como diferenciar a gripe do resfriado? Embora essas duas condições sejam decorrentes de infecções virais, as causas, sintomas e tratamentos podem variar significativamente, conforme explica o Dr. Marcelo Barretto, médico otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência nacional em saúde de ouvido, nariz e garganta. 

    “A gripe é provocada pelo vírus Influenza e tende a ter um início súbito, com um quadro mais intenso. Os sintomas incluem febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e uma prostração significativa. Já o resfriado, ele pode ser causado por diversos vírus, como o rinovírus ou coronavírus sazonais, e apresenta sintomas mais brandos, como congestão nasal, coriza, espirros e dor de garganta”, resume o especialista.

    Principal diferencial – Com relação à gripe, em específico, o médico destaca que um dos sinais mais característicos é a febre, que pode ultrapassar os 39°C. “No resfriado, se a febre ocorrer, geralmente ela é baixa e passageira”, compara. 

    Na maioria dos casos, segundo ele, essa diferenciação pode ser feita clinicamente. Ou seja, pelo próprio médico, a partir dos sintomas descritos pelos pacientes e exames físicos complementares, feitos no próprio consultório. Entretanto, nos casos de idosos, gestantes ou pessoas com doenças crônicas, alguns exames extras podem ser necessários para confirmar a infecção viral e orientar o tratamento.

    “Por serem considerados grupos de risco, esses pacientes têm maior risco de complicações devido à diminuição da capacidade do sistema imunológico ou à sobrecarga do organismo. Uma infecção viral simples, por exemplo, pode evoluir para condições mais graves, como pneumonia viral ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Por isso, é importante identificar o tipo exato de vírus para definir o tratamento mais assertivo.”

    Riscos de contágio – Para reduzir os riscos de contágio, especialmente em crianças e idosos, o Dr. Marcelo recomenda medidas simples, mas eficazes: “lavar as mãos com frequência, evitar locais fechados e aglomerações, manter os ambientes ventilados e seguir a vacinação anual contra a gripe são fundamentais. Para os pequenos e os mais velhos, o cuidado deve ser sempre redobrado”, enfatiza.

    Tratamentos distintos – Já com relação aos tratamentos, ele explica que a abordagem é diferente para cada condição. “A gripe, em alguns casos, pode ser tratada com antivirais, como o Oseltamivir (popularmente conhecido por Tamiflu), especialmente em pacientes com fatores de risco – e se diagnosticada precocemente. Já o resfriado é tratado com medidas de suporte, como hidratação e repouso principalmente”. 

    A boa notícia, contudo, é que, seja gripe, seja resfriado, ambos os quadros são autolimitados, geralmente durando de 7 a 10 dias – embora, conforme já destacado acima, possam evoluir para complicações, como rinossinusite, otite média ou até pneumonia. Por isso, nunca devemos subestimá-las! “Se o quadro se intensificar ou persistir além do esperado, é recomendável procurar avaliação médica”, alerta o Dr. Marcelo.

    Por fim, a automedicação é outro ponto de atenção que o médico destaca. “O uso indiscriminado de descongestionantes, xaropes e outros medicamentos vendidos sem prescrição pode ser prejudicial. Descongestionantes tópicos, por exemplo, podem causar efeitos adversos significativos e seu uso prolongado está relacionado a riscos de arritmia e hipertensão. Daí a importância de sempre buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento”, conclui o médico.

    Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia  – Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e, durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial e Foniatria.  

    Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia. 

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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