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    Home»Maranhão»Há um ano o Maranhão registrava o primeiro caso de covid-19 e hoje as mortes passam de 5,6 mil
    Maranhão

    Há um ano o Maranhão registrava o primeiro caso de covid-19 e hoje as mortes passam de 5,6 mil

    Aquiles Emir18 de março de 202106 Mins Read
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    Políticos, cientistas e médicos indicam meios para enfrentar covid

    Neste sábado (20) completa um ano do registro do primeiro caso de infecção por covid-19 no Maranhão. Num breve comunicado, sem identificação da vítima, a  Secretaria Estadual da Saúde informou que um homem idoso recém chegado de uma viagem a São Paulo, sem sintomas graves foi colocado em isolamento domiciliar. O governador Flávio Dino (PCdoB)  comentou o fato:

    “Recebemos há pouco a confirmação de laboratório sobre o 1º caso do novo coronavírus no Maranhão. Um homem que retornou de viagem a São Paulo. Vigilância Sanitária já tomando as providências cabíveis. Além do já informado, anunciarei medidas preventivas adicionais neste sábado”, disse ele.

    Nove dia depois, registrava-se o primeiro caso de motes. De acordo com a Secretaria de Saúde, o paciente de 49 anos era de São Luís, tinha histórico médico de hipertensão e estava internado em um hospital da capital maranhense.

    Vale ressaltar que, mesmo antes das primeiras notificações, as medidas já estavam sendo tomadas. Siga a cronologia:

    • 16 de março de 2020 – Governo do Estado suspende shows e férias de servidores da saúde devido a existência de casos suspeitos de COVID-19. [2]
    • 17 de março de 2020 – Aulas são suspensas em escolas e universidades do Maranhão.
    • 19 de março de 2020 – Governo do Maranhão anuncia a suspensão de transporte interestadual rodoviário no Estado numa tentativa de conter a chegada do novo coronavírus.
    • 19 de março de 2020 – Governo do Maranhão decreta calamidade pública devido a pandemia do novo coronavírus.
    • 20 de março de 2020 – Primeiro caso confirmado no estado, um homem idoso, que mora em São Luís (Maranhão), que retornou de viagem de São Paulo. [6]
    • 21 de março de 2020 – Governo do Maranhão suspende comércios e serviços considerados não essenciais.
    • 29 de março de 2020 – Primeira morte pelo novo coronavírus é registrada no Estado, em São Luís (Maranhão). Se tratava de um homem de 49 anos, com histórico médico de hipertensão.
    • 24 de abril de 2020 – São Luís (Maranhão)se torna a capital brasileira com maior incidência de casos de COVID-19 por 100 mil habitantes.
    • 28 de abril de 2020 – Os leitos de UTIs da rede pública da Região Metropolitana de São Luísatinge 100% de lotação.
    • 28 de abril de 2020 – Governo do Maranhão pede a antecipação de formatura de estudantes de medicina do Estado.
    • 29 de abril de 2020 – Mapa da Fundação Oswaldo Cruzmostra que o ritmo de crescimento de óbitos no Maranhão registra velocidade semelhante ao ritmo de crescimento dos Estados Unidos, país com maior número de casos e óbitos até então.
    • 30 de abril de 2020 – Hospitais privados da Região Metropolitana de São Luísatinge 100% de ocupação em suas UTIs e temem colapso, solicitando ao governo do Estado, ações energéticas.
    • 30 de abril de 2020 – Justiça do Maranhão decretou o “lockdown” (bloqueio total), a partir do dia 05 de maio, na Ilha de São Luís, que compreende quatro municípios: a capital (São Luís), São José de Ribamar, Paço do Lumiare Raposa, por 10 dias. A ação foi movida pelo Ministério Público do Maranhão. O juiz, ao aceitar a ação do MP, afirmou que as pessoas não estavam respeitando as medidas de distanciamento e isolamento social, o que causou uma rápida multiplicação de óbitos e casos no Estado, em especial na capital e nos municípios vizinhos, que compreendem 90% do total de casos do Estado. Ele argumentou que a rede pública e privada de saúde que atende a Região Metropolitana de São Luís já estava demonstrando sinais de colapso, e que a medida serve para evitar um mal maior.
    • 01 de maio de 2020 – Governo do Maranhão afirmou ia cumprir a determinação da justiça que decretou “lockdown” em São Luís e em outros três municípios do Estado. A partir do 05 de maio e durante 10 dias, a entrada e saída da Ilha de São Luís será fechada, só sendo permitido a entrada de veículos para abastecimento e serviços essenciais; avenidas serão fiscalizadas para impedir o tráfego e circulação de pessoas; será proibido estacionamento em áreas de lazer e praias; apenas supermercados, farmácias, portos e indústrias que trabalham em turnos de 24 horas poderão ficar abertos; suspensão da circulação de veículos particulares, sendo autorizados somente a saída para compra de alimentos ou medicamentos, para transporte de pessoas e atendimento de saúde, serviços de segurança ou considerados essenciais; bancos e loterias apenas abrem para pagamento de auxílio emergencial, salários e benefícios; uso de máscaras obrigatório.
    • 20 de maio de 2020 – Novo decreto editado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) determinou a reabertura do comércio a partir de 1º de junho, com avaliações da situação sanitária toda semana para dar sequência ao plano de retomada da economia ou interrompê-lo. O decreto Nº 35.831 diz que a ideia é liberar o funcionamento do comércio, mas alternando no primeiro momento os horários entre os estabelecimentos para diminuir o fluxo de passageiros no transporte coletivo. “A retomada das atividades deve ser gradual, isto é, por setor econômico, iniciando no dia 1° de junho de 2020 e estendendo-se por até 45 (quarenta e cinco) dias. Os estabelecimentos devem funcionar com horários alternados para diminuir a concentração do fluxo no transporte coletivo”, diz trecho do decreto.
    • Após o retorno das atividades comerciais, veio o processo eleitoral, com total desrespeito às regras de distanciamento, realização de carreatas, passeatas e tudo o mais que não recomendado.
    • Em dezembro de 2020, depois de contados os votos, as autoridades voltaram a baixar medidas restritivas a fim de impedir que as festas de Natal e Réveillon gerassem aglomerações.
    • Em janeiro, as medida restritivas se intensificaram, agora contra o carnaval e o susto aumentou quando o Maranhão passou a receber pacientes de Manaus (AM). Era o sinal de que a segunda onda era mais perigosa.
    • 18 de janeiro de 2021 – Chegaram as primeiras doses de vacina contra covid no Maranhão, tendo ocorrido cerimônia no Palácio dos Leões, na qual foram vacinadas cinco pessoas. No total, foram recebidas 164.240 doses da vacina CoronaVac, enviadas pelo Instituto Butantan.
    • 26 de fevereiro de 2021 – O Governo do Maranhão confirmou o primeiro caso da variante brasileira P.1 do coronavírus, originalmente identificada no Amazonas.
    • Neste momento, como restante do país, o Maranhão enfrenta o risco de uma colapso na rede hospitalar e há o debate sobre a necessidade de fechar mais ainda as cidades.
    FIEMA
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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