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    Home»Negócios»Importados batem recorde e chegam a 28% do consumo brasileiro, revela estudo da CNI
    Negócios


    Importados batem recorde e chegam a 28% do consumo brasileiro, revela estudo da CNI

    Aquiles Emir2 de novembro de 202603 Mins Read
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    O avanço dos produtos estrangeiros no Brasil

    PALOMA CUSTÓDIO

    A participação de produtos estrangeiros no mercado brasileiro bateu recorde e atingiu o maior nível da série histórica avaliada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada no estudo Coeficientes de Abertura Comercial (CAC).

    O coeficiente de penetração das importações chegou a 28,3% em 2025, alta de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação a 2024. O indicador mede a participação dos produtos importados no consumo brasileiro.

    De acordo com a CNI, o avanço dos importados ocorreu em um cenário de estabilidade da produção industrial nacional e de menor dinamismo da demanda interna. A valorização do real ao longo do ano também contribuiu para aumentar a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro.

    Além disso, a participação dos produtos chinesesno consumo aparente da indústria de transformação também bateu recorde, alcançando 10,3%. O avanço foi impulsionado, sobretudo, pelos segmentos de equipamentos de informática e eletrônicos e de produtos têxteis.

    Para a superintendente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, os resultados reforçam a necessidade de uma agenda estratégica internacional que combine o fortalecimento da competitividade da indústria nacional com instrumentos de política comercial e de defesa comercial alinhados à política externa.

    “É preciso trabalhar em uma agenda de mão dupla. Por um lado, monitora e acompanha o avanço das importações e fortalece a defesa comercial para garantir uma concorrência justa para as empresas brasileiras. Por outro lado, trabalha na abertura e na diversificação desses mercados, agregando maior valor nas exportações brasileiras”, avalia.

    Insumos industriais – A participação de insumos industriais importados na produção das fábricas brasileiras também atingiu o maior nível da série histórica em 2025. O coeficiente de insumos industriais importados chegou a 25,8%, estabelecendo um novo recorde pelo segundo ano consecutivo, após também registrar o maior patamar da sérieem 2024.

    No ano passado, o consumo de insumos importados cresceu 4,6%, enquanto o de insumos industriais nacionais avançou apenas 0,4%. A diferença evidencia o maior uso de componentes e matérias-primas estrangeiros pela indústria brasileira.

    Exportações avançam – O coeficiente de exportação da indústria de transformação voltou a crescer em 2025, passando de 18,9% para 20%. O indicador mede a parcela da produção industrial destinada ao mercado externo. Na prática, isso significa que R$ 1 de cada R$ 5 produzidos pelo setor foi destinado às exportações.

    O avanço refletiu o crescimento de 5,9% nas exportações em um cenário de estabilidade da produção industrial, ampliando a parcela da fabricação nacional direcionada ao mercado externo.

    Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira, com participação equivalente a 3,3% do valor da produção do setor. Na sequência, aparecem: 

    • União Europeia: 2,5%;
    • China: 2,4%;
    • Argentina: 1,8%.

    Apesar do aumento no uso de insumos importados, o coeficiente de exportações líquidas permaneceu positivo e estável em 9,6%. O indicador mostra que, em relação ao valor da produção industrial, as receitas obtidas com as exportações continuaram superiores aos gastos com a importação de insumos industriais.

    Dos 20 setores analisados pela CNI, 11 apresentaram saldo positivo nesse indicador, com destaque para celulose e papel, metalurgia e madeira. Os outros nove registraram resultados negativos, entre eles os segmentos de equipamentos de informática e eletrônicos, produtos químicos e têxteis.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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