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    Home»Negócios»Inadimplência alcançou mais de 109 mil de empresas maranhenses em abril, revela Serasa Experian


    Inadimplência alcançou mais de 109 mil de empresas maranhenses em abril, revela Serasa Experian

    Aquiles Emir8 de junho de 20260
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    No país mais de 9 milhões de CNPJs negativados

    No mês de abril, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, a inadimplência alcançou 109.605 empresas maranhenses, ficando o estado na quarta posição no ranking do Nordeste, atrás apenas de Bahia, Pernambuco e Ceará. Em nível nacional, o Maranhão aparece na 17ª posição, sendo que, no total, o país registrou mais 9 milhões de CNPJs com restrições.

    No período, o total de dívidas negativadas também bateu recorde e chegou ao volume de 63,7 milhões, somando R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possuía 7,1 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 24.665,91 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.468,99.

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    Confira o detalhamento no gráfico e tabela abaixo:

    A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explica que o resultado representa um novo pico da série histórica e reforça a persistência de um ambiente de crédito ainda bastante restritivo para as companhias brasileiras.

    “O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026. O ambiente de juros ainda muito altos, aliado à desaceleração da atividade econômica, mesmo que mais moderada do que se esperava inicialmente, pressiona o faturamento das empresas e reduz a capacidade de recomposição de caixa”, afirma.

    Camila complementa que “existe hoje um quadro bastante apertado para as companhias. Mesmo com o início do ciclo de cortes da taxa de juros, o nível ainda segue elevado e insuficiente para promover uma reversão mais consistente das condições de crédito. A curva de juros continua em patamar de dois dígitos ao longo do tempo, o que traz dificuldades especialmente para empresas que dependem de financiamento e do mercado de capitais para estruturar suas dívidas. Enquanto não houver uma mudança mais estrutural nesse cenário, ainda é muito cedo para afirmar qualquer reversão da tendência observada nos últimos anos”.

    Em relação à origem das dívidas, o maior peso ficou no segmento de “Serviços” (31,7%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,4%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,6%), “Utilities” (7,0%) e “Telefonia” (5,7%).

    “A composição das dívidas mostra que uma parcela importante da inadimplência está ligada à sustentação do capital de giro e à manutenção das operações das empresas. Em um ambiente de crédito restritivo e juros elevados, as companhias acabam recorrendo mais ao crédito comercial e a diferentes instrumentos de financiamento, mas enfrentam maior dificuldade para administrar esse passivo diante do acúmulo de pendências. Isso prolonga o processo de regularização financeira”, explica a executiva da datatech.

    Confira no gráfico a seguir a comparação anual do setor das dívidas

    inadimplidas: 

    Visão regional – Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em abril de 2026, com destaque para São Paulo (3.076.064), seguido por Minas Gerais (881.652) e Rio de Janeiro (864.722). Na sequência apareceram estados como Paraná (588.935) e Rio Grande do Sul (518.195). A concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões.

    No gráfico abaixo está o detalhamento por Unidades Federativas (UFs):

    Micro e pequenas empresas também bateram o recorde

    Do total de empresas inadimplidas no país, as micro e pequenas seguiram como maioria expressiva, com 8,5 milhões de CNPJs negativados em abril, recorde desde o início da série histórica do indicador. O grupo concentrou o volume de 57,6 milhões de dívidas que somam R$ 191,8 bilhões. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,8 contas negativadas, com dívida média de R$ 22.503,39 e ticket médio de R$ 3.328,73.

    “As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo, porque dependem mais de linhas de curto prazo e possuem menor capacidade de negociação. Com juros ainda elevados e maior seletividade na concessão de crédito, essas empresas enfrentam dificuldades adicionais para recompor capital de giro e administrar o fluxo de caixa, o que contribui para a permanência da inadimplência em níveis elevados”, analisa Camila Abdelmalack.

    Metodologia – O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mensura o número de empresas brasileiras que se encontram em situação de inadimplência. Uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. Essa apuração é realizada com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência. ontribui para a permanência da inadimplência em níveis elevados”, analisa Camila Abdelmalack.

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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