Dom Phillip e Bruno Araújo estão desaparecidos
Após o comunicado da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) de que foi encontrada uma nova embarcação na região em que são realizadas as buscas pelo indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amazonas encontraram objetos pessoais dos dois desaparecidos.
Desde 05 de junho, Bruno e Phillips não aparecem. Eles estava na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares, quando foram vistos pela última vez.
De acordo como CB do Amazonas, foram encontrados cartão de saúde do indigenista, uma calça e um par de botas, bem como uma mochila do jornalista britânico, na qual estaria um notebook. As autoridades esperam que o achado desses objetos facilite as buscas.
Achado – O procurador jurídico da Univaja, Eliésio Marubo, prestou esclarecimento sobre o que os índios teriam encntrado.
“O que a equipe de busca encontrou foi um possível local onde vestígios, observados na beira de barranco, apontam que uma embarcação poderia ter sido arrastada no local. Essa informação foi repassada às autoridades responsáveis pelas investigações e, por essa razão, o local foi isolado pelas autoridades competentes para que a busca e a perícia sejam realizadas”, diz ele.
Ainda segundo o comunicado, nas proximidades do local foi encontrada também uma embarcação que pode ser de propriedade de Amarildo da Costa Oliveira, detido para investigação. “A informação sobre a propriedade da embarcação ainda precisa ser confirmada pelos responsáveis pelas investigações”, ressalta o documento.

Material genético – Na última sexta-feira (10), a Polícia Federal (PF) no Amazonas, que está à frente das forças de segurança na Operação Javari, informou que equipes de busca encontraram material orgânico, “aparentemente humano”, em uma área próxima ao porto de Atalaia do Norte.
Ainda não há informação se a amostra recolhida tem alguma relação com o desaparecimento de Dom Phillips e de Bruno Pereira.
O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal é quem vai realizar a análise pericial do material recolhido, como também fará a perícia em vestígios de sangue encontrados na embarcação de Amarildo da Costa de Oliveira, 41 anos, conhecido como “Pelado”.
Ele é suspeito de envolvimento no caso e teve a prisão temporária por 30 dias decretada na noite de quinta-feira (9) pela juíza plantonista Jacinta Santos, durante a audiência de custódia na Comarca de Atalaia do Norte (AM). O processo segue em segredo de justiça.
Além dessas perícias, serão analisados materiais genéticos coletados por investigadores de referência de Dom Phillips, em Salvador, e de Bruno Pereira, no Recife. As amostras serão utilizadas na análise comparativa com o sangue encontrado na embarcação.
(Com informações da Agência Brasil e do UOL)




