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    Home»Negócios»Indústrias de ferro-gusa desativam seus fornos em Açailândia e demitem 820 trabalhadores
    Negócios

    Indústrias de ferro-gusa desativam seus fornos em Açailândia e demitem 820 trabalhadores

    Aquiles Emir4 de março de 201713 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    Duas indústrias de ferro-gusa – Guarani e Pindaré – encerraram suas atividades em Açailândia, na última semana de fevereiro, e com isto mais 820 trabalhadores vão engrossar as estatísticas negativas do Cadastro Geral de Empregados e Demitidos (Caged) nos próximos meses no Maranhão. Com o fechamento dessas empresas, das sete que operavam no estado, sobraram apenas duas, Viena e Nordeste, que destinam boa parte de sua produção à Aciaria  Aço Verde Brasil, no próprio município.

    O presidente do Sindicato da Indústria de Ferro-Gusa do Maranhão (Sifema), Cláudio Azevedo, não acredita que o setor possa se recuperar a curto prazo. “Com esta alta carga tributária, altíssimos encargos trabalhistas e queda do dólar não há como as empresas exportadoras brasileiras competirem com o gusa fabricado na Rússia e na Ucrânia, onde os custos de produção são bem menores”, diz ele.

    O presidente do Sifema destaca ainda que as indústrias do Leste Europeu utilizam carvão mineral, altamente poluentes, para beneficiamento do minério de ferro, enquanto no Brasil as empresas são obrigadas a utilizar apenas carvão vegetal certificado, o que lhes obriga a ter plantios próprios de eucalipto para alimentar os fornos, já que muitas ainda enfrentam problemas na Justiça por terem adquirido carvão produzido com madeira de origem duvidosa e utilização de mão de obra que não atendia às exigências do Ministério do Trabalho, ou seja, trabalho escravo.

    “Não vejo como viabilizar essa atividade no Maranhão, a não ser produzir gusa para fornecer à aciaria de Açailândia, pois não temos como competir com preços atraentes no mercado internacional diante dos altos custos existentes no Brasil”, acrescenta Cláudio Azevedo.

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    Cláudio Azevedo não vê como o setor possa se recuperar a curto prazo

    Empregos – O empresário lembra que nos anos 1980 as guserias empregavam cerca de 3 mil trabalhadores no Maranhão, mas foi entre 2005 e 2006 que se deu a melhor fase do setor, quando chegaram a empregar, diretamente, 7,5 mil pessoas e hoje esse número está reduzido a cerca de 900, ou seja, 6,6 mil empregos a menos.

    Das sete empresas que existiam no estado, estão paralisadas: Margusa, em Bacabeira; Cosima, em Pindaré-Mirim; Fergumar, Guarani (ex-Simasa) e Pindaré, em Açailândia.

    A crise no setor de ferro-gusa tem sido motivo de preocupação de políticos e lideranças empresariais de Açailândia devido ao alto índice de desemprego, já que, além dos contratos diretos, também foram desativados postos de trabalho de fornecedores de carvão, transportadoras, empresas de segurança e limpeza e diversas.

    Num ato de desespero, a Câmara Municipal aprovou semana passada um projeto de lei que obriga as demais empresas que operam no município a sustentaram em seus quadros de pessoal pelo menos 70% de naturais de Açailândia ou que comprovem estar residindo há mais de dois anos na cidade. Trata-se de uma lei inconstitucional, mas demonstra o clima de insegurança que se criou com o desmoronamento de um dos setores que mais contribuíam com desenvolvimento econômico do estado.

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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      View 1 Comment

      1 comentário

      1. Aparecida Costa on 4 de março de 2017 09:53

        É muito triste viver em um país sem perspectiva econômica e política. O que será da nova geração?? Como envelhecer com tranquilidade?

        Reply
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      Demonstre sua humanidade: 0   +   8   =  

      Conversa Franca – Aquiles Emir

      Impressionante: funcionários de Caixa Econômica e Correios fazem greve em protesto às condições de trabalho e salários, mas seus sindicatos estão em campanha para reeleger quem lhes estaria maltratando, o governo do PT.

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