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    Home»Negócios»Intenção de consumo das famílias de São Luís diminui, segundo Federação do Comércio
    Negócios

    Intenção de consumo das famílias de São Luís diminui, segundo Federação do Comércio

    Aquiles Emir16 de novembro de 202204 Mins Read
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     Segurança no emprego atual recuou 3,0% 

    Levantamento sobre Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de São Luís, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), mostrou mais uma tendência de retração na predisposição de consumo do ludovicense na passagem de setembro para outubro, com recuo de 0,4%. O indicador segue estagnado nos 77 pontos pelo quarto mês consecutivo, refletindo a menor marca absoluta do índice desde fevereiro, quando o ICF estava situado em 75,8 pontos.

    Em relação ao mesmo período do ano passado, a confiança dos consumidores cresceu 9,8%, alavancada pela avaliação sobre a renda das famílias, que avançou 24,7% nos últimos 12 meses.

    Apesar da recuperação no acumulado anual, o resultado de outubro reforça a manutenção da confiança do consumidor de São Luís na zona de pessimismo e distante de ultrapassar o patamar de otimismo (100 pontos), fato que não ocorre desde maio de 2019.

    Na análise de outubro em relação ao mês anterior, a pesquisa revela que o indicador sofreu influência negativa da avaliação que os consumidores fazem da segurança no emprego atual (-3,0%), da perspectiva futura de consumo (-2,5%) e do momento para aquisição de bens duráveis (-1,2%). A retração mensal só não foi mais acentuada por ter sido amortizada pela percepção do consumidor quanto ao nível de consumo atual (+4,6%).

    “A segurança no emprego, a avaliação sobre a capacidade de renda, a situação do crédito, o momento para compra de bens duráveis e, principalmente, o nível de consumo atual, são fatores que ainda são medidos com pessimismo pelo consumidor local. Isso tem atrasado a retomada da confiança das famílias e impedido uma consolidação mais concreta do volume de vendas”, explica o presidente da Fecomércio, Maurício Feijó.

    Subcomponentes – A segurança no emprego atual, que recuou 3,0% em outubro na comparação com setembro e foi o principal responsável pela retração do ICF na variação mensal, está situada aos 83,8 pontos. A falta de visualização por parte dos consumidores de uma recuperação efetiva da economia gera desconfiança quanto à manutenção dos postos de trabalho, refletida no índice de confiança do emprego atual em outubro, que é o menor desde novembro do ano passado.

    A perspectiva de consumo, que mede a avaliação das famílias quanto ao consumo nos próximos meses, também variou negativamente em outubro (-2,5%) e segue na zona de insatisfação com 63,6 pontos. Esse é o menor resultado desde março para o subcomponente, demonstrando que as famílias ludovicenses ainda não vislumbram uma mudança mais contundente no cenário econômico no curto prazo que vá alterar suas condições de consumo.

    O terceiro componente responsável pelo recuo do ICF foi a avaliação dos consumidores quanto ao momento para aquisição de bens duráveis (-1,2%), que interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de recuperação. Apesar da inclinação positiva nos meses anteriores, em termos absolutos o subcomponente apresenta o menor índice, com 37,2 pontos, entre todos os sete eixos que formam o ICF. A permanência dos juros altos, endividamento elevado e preços ainda em ascensão dos produtos de maior valor agregado são fatores que impedem a recuperação da confiança do consumidor nesse subcomponente.

    Já a avaliação que as famílias fazem sobre o consumo atual, que apresentou variação mensal positiva de 4,6% e impediu um tombo maior do ICF, ainda não representa um julgamento positivo do consumidor sobre sua capacidade de consumo já que, em termos absolutos, esse é o segundo componente que apresenta mais pessimismo, marcando apenas 49,5 pontos.

    “Seguimos na caminhada de recuperação econômica pós-pandemia. Estamos gerando empregos, o nível de salários tem se elevado e o volume vendas tem crescido, mesmo que timidamente. Aguardamos a queda dos juros para incentivar o consumo e novas reformas econômicas que apresentem segurança aos investimentos privados”, avalia o presidente Maurício Feijó.

    “O período eleitoral já encerrou e chegamos ao último bimestre do ano com dois importantes momentos para o varejo, que são a Copa do Mundo e o Natal. A expectativa é que tenhamos a reversão desse cenário de pessimismo dos consumidores gradualmente”, completa Feijó.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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