Brasil manifesta solidariedade aos países afetados
Inundações repentinas e deslizamentos de terra deixaram ao menos 160 mortos e centenas de desaparecidos no Nepal e na região do Tibete, na China, nesta quarta-feira (26). No Nepal, a polícia contabilizou 157 mortes e 403 desaparecidos, enquanto a televisão estatal chinesa informou três mortos e 265 desaparecidos no condado próximo à fronteira.
Entre os desaparecidos no Nepal estão 341 estrangeiros, incluindo 133 indianos que faziam uma peregrinação ao monte Kailash, no Tibete. Também foram registrados desaparecimentos de cidadãos dos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Canadá, Coreia do Sul, Malásia e Rússia.
As águas destruíram comunidades, estradas, hidrelétricas e pelo menos 19 pontes e foram emitidos alertas de evacuação para moradores de regiões próximas aos rios Bhotekoshi, Trishuli e Narayani.
Especialistas apontam uma avalanche de gelo e rochas proveniente de uma geleira como provável causa da inundação repentina.
A região já havia enfrentado uma inundação semelhante no ano passado, quando o transbordamento de um lago glacial no Tibete deixou nove mortos e provocou danos em uma ponte que liga Nepal e China.
Na ocasião, já havia sido alertado que aquecimento acelerado do Himalaia aumenta a vulnerabilidade da região a chuvas intensas, inundações, deslizamentos e derretimento de geleiras.
O Himalaia está entre as regiões mais vulneráveis ao avanço das mudanças climáticas e pesquisas realizadas neste ano indicaram que a perda de gelo nas geleiras do Hindu Kush-Himalaia acelerou, com taxas de derretimento que dobraram desde 2000.
Brasil acompanha situação no Nepal e no Tibete – O governo brasileiro informou que acompanha os desdobramentos da tragédia por meio das Embaixadas do Brasil em Katmandu e Pequim e manifestou “profundo pesar e solidariedade” às famílias das vítimas, além de expressar solidariedade aos povos e governos do Nepal e da China.
Segundo o Itamaraty, não há, até o momento, registro de brasileiros entre as vítimas. As representações diplomáticas brasileiras também acompanham a situação de cidadãos que possam estar nas áreas afetadas.
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