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    Home»Brasil»Investigação sobre morte de Marielle rompe “aliança satânica”, diz ministro

    Investigação sobre morte de Marielle rompe “aliança satânica”, diz ministro

    Aquiles Emir1 de dezembro de 20180
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    As investigações em torno da morte da vereadora Marielle Franco, agora federalizadas, romperam uma “aliança satânica” que existe no estado do Rio, que se tornou o “coração das trevas”, afirmou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Ele falou com jornalistas nesta sexta-feira (30), durante anúncio de repasse de R$ 20 milhões para um programa da Marinha de monitoramento da costa do Rio e do Espírito Santo.

    Ao ser questionado se tinha expectativa de resolução do caso que envolve a morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março deste ano, Jungmann respondeu que esperava ver os fatos esclarecidos o mais depressa possível. Segundo o ministro, o crime envolve pessoas muito poderosas no estado.

    “Eu tenho expectativa, torço e rezo para que isso se esclareça o mais rápido possível. Nós estamos preocupados em romper a aliança satânica que reúne esses poderes que colocam de joelhos o Rio de Janeiro. Sempre contando com as forças do bem no estado, que lutam contra o reino das trevas, que hoje vige no Rio de Janeiro. Para que a gente acenda as luzes da paz, da tranquilidade e da vida neste coração das trevas, que eu espero tenha os dias contados”, disse o ministro, após a solenidade no Comando de Operações Navais, no centro do Rio.

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    Jungmann lembrou que a entrada de forças federais no caso deu novo rumo às investigações, que até agora eram unicamente de competência da Polícia Civil do Rio.

    “Nós rompemos a blindagem aqui do Rio de Janeiro, com a investigação que está sendo feita do caso Marielle, com a participação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal. Está rompida a blindagem daqueles que queriam que tudo permanecesse dominado. Pela primeira vez temos a ruptura da blindagem da couraça que impedia que fossem apurados os podres poderes do Rio de Janeiro, a coalização satânica”, disse o ministro.

    O ministro da segurança pública, Raul Jungmann, assina repasse de R$ 20 milhões, através do Gabinete de Intervenção, à Marinha do Brasil, para aquisição de equipamentos de monitoramento das vias marítimas entre o Rio de Janeiro e Espírito Santo,
    Sobre o legado do governo federal na área de segurança e a expectativa, a partir do próximo ano, Jungmann mostrou-se otimista ante a possibilidade de melhora na situação como um todo.

    “Sem sombra de dúvida, temos uma mudança de sinal. Não quero ser ufanista, porque ainda tem muita violência e facções criminosas. Posso, sim, transmitir esperança, porque hoje há uma coalização do bem que começa a ter resultados positivos. Ainda não está perto, está longe, mas eu não tenho dúvida de que segurança pública no Brasil hoje tem rumo. E tenho certeza de que quem vai nos suceder, o juiz [Sergio] Moro, tem competência, capacidade e biografia, e vai levar adiante este legado, fazendo muito mais”, declarou Jungmann.

    Amazônia Azul – Participaram da solenidade o comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira, e o vice-almirante Wladmilson Borges, chefe do Estado-Maior do Comando de Operações Navais.

    O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) utiliza câmeras de longo alcance e radares para fiscalizar, em tempo real, as atividades marítimas. Os primeiros equipamentos foram instalados na Baía de Guanabara, com objetivo de coibir atividades criminosas, como tráfico de drogas e de armas, que muitas vezes chegam às favelas costeiras por meio de embarcações.

    Em uma próxima fase, o sistema vai abranger um trecho que vai da costa do estado de São Paulo até a do Espírito Santo, onde se concentra o maior fluxo de embarcações. Quando estiver totalmente implantado, no futuro, o SisGAAz vai cobrir uma grande faixa marítima, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá, a chamada Amazônia Azul.

    Além do combate ao crime, o sistema também será um importante auxiliar na vigilância à poluição das águas e no monitoramento da área do pré-sal, com uso inteligente de câmeras, radares e também satélites, tudo interligado através de um software desenvolvido pela própria Marinha.

    (Agência Brasil)

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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