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    Home»Negócios»Em 2016, Itaqui teve movimento de cargas inferior ao de 2014
    Negócios

    Em 2016, Itaqui teve movimento de cargas inferior ao de 2014

    Aquiles Emir24 de janeiro de 201704 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    O Porto do Itaqui registrou em 2016 o seu pior desempenho em movimentação de cargas desde 2014. De acordo com o presidente da Empresa Maranhão de Administração Portuária (Emap), Eduardo Lago Filho, o Ted Lago, foram movimentadas ano passado 16,9 milhões de toneladas no principal porto do Maranhão, o que representa uma queda de 22,4% na comparação com o desempenho de 2015, quando passaram pelo Itaqui 21,8 milhões de toneladas.

    O desempenho de 2016 traz outro dissabor para os atuais administradores do sistema portuário maranhense: o movimento do ano passado foi inferior também ao de 2014, quando embarcaram e desembarcaram 17,4 milhões de toneladas, ou seja, uma queda de 500 mil toneladas.

    Ainda não dá para saber o que representa esse desempenho para o Itaqui em termos de posicionamento no ranking nacional, pois o Anuário Estatístico da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e da Secretaria de Portos da Presidência da República será divulgado somente no mês de fevereiro, mas os números referentes ao movimento portuário do terceiro trimestre já o colocavam em sexto lugar, pelo movimento de 4 milhões toneladas, que representaram uma queda de 35,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2015.

    Neste ranking trimestral da Antaq, o Itaqui aparece atrás dos portos de Santos (SP), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS) e Suape (PE), como atestam os números abaixo que mostram o movimento em milhões de toneladas nos dez maiores portos do Brasil:

    • Santos 26,4 -7,2%
    • Itaguaí (Sepetiba) 16,1 11,6%
    • Paranaguá 9,8 -10,8%
    • Rio Grande 6,5 -4,0%
    • Suape 5,9 34,4%
    • Itaqui 4,0 -35,3%
    • Vila do Conde 3,9 8,5%
    • São Francisco do Sul 2,4 -34,1%
    • Aratu 1,8 8,1%
    • Vitória 1,8 2,8%
    • Total Movimentado 89,9 -4,1%

    Apesar do baixo desempenho, Ted Lago preferiu analisar o desempenho pela soma dos dois últimos anos, quando o Itaqui teve os melhores resultados de sua história, chegando a 21% de aumento na movimentação de carga e lucratividade de R$ 68,2 milhões já no final do primeiro ano da atual gestão. Vale ressaltar, no entanto, que em 2014 o Itaqui ainda não contava com o funcionamento do Terminal de Grãos (Tegram), iniciado em 2010 e inaugurado somente no primeiro trimestre de 2015, tampouco o terminal da Suzano, também inaugurado no primeiro ano da atual gestão.

    Resultado de imagem para ted lago

    “Os resultados alcançados são fruto de uma visão integrada do negócio portuário que equilibra melhorias em infraestrutura, mudanças no sistema de gestão e de operações, foco em resultados, e, sobretudo, trabalho em equipe”,

    Ted Lago
    (Presidente da Emap)

    A quebra da safra de grãos ocasionada teria impactado negativamente a movimentação de cargas até o fim de 2016, bem como a suspensão das exportações de bois vivos, que foram trazidas para o Maranhão como uma alternativa depois do fechamento do Porto de Vila do Conde, no Pará, onde um acidente resultou na morte de mais de mil reses que estavam sendo embarcadas. Assim, a Emap fechou o ano com 16,9 milhões de toneladas, e, mesmo com a grave crise econômica nacional, a empresa seguiu mantendo sua saúde financeira, reduzindo despesas em R$ 25 milhões em relação ao orçado para 2016, o que possibilitou fechar o ano com lucro líquido de R$ 42,9 milhões e preservar todos os investimentos planejados. Isso demonstra a capacidade de adequação ao cenário e rápida resposta as demandas do mercado, ratificando a importância do planejamento e de uma gestão austera, focada em resultados e melhoria contínua.

    O governador Flávio Dino explicou que dois fenômenos adversos atrapalharam os resultados de 2016: o redesenho da Petrobras e o fenômeno La Niña que trouxe uma seca aguda para o sul do Maranhão. “É interessante notar, contudo, e faço questão de sublinhar isso, que não obstante o resultado de 2016 tenha sido seguramente aquém do que nós teremos em 2017, ele não impediu que nós possamos cumprir nesse momento aquilo que havíamos projetado anteriormente”, finalizou.

    (Com dados da Secap e imagem de Conexão Marítima)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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