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    Home»Poder e Política»Lei que condenou Jair Bolsonaro foi sancionada por ele para punir crimes contra a democracia
    Poder e Política

    Lei que condenou Jair Bolsonaro foi sancionada por ele para punir crimes contra a democracia

    Aquiles Emir12 de setembro de 202504 Mins Read
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    Novo diploma legal substituiu Lei de Segurança Nacional

    Na noite desta quinta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes. São eles: liderança de organização criminosa; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano contra o patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

    Abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado estão previstos no artigo 359 do Código Penal, onde foram incluídos pela lei de crimes contra a democracia, de número 14.197, e sancionada pelo próprio Bolsonaro em 2021.

    Mas por que Bolsonaro sancionou essa lei, que levou à revogação da Lei de Segurança Nacional (LSN), considerada por muitos como um “entulho autoritário” da ditadura?

    O que levou o então presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), a pautar o tema com urgência, sendo que ele era parte da base do governo de Jair Bolsonaro?
    Entenda, no artigo de Thais Carrança, da BBC News Brasil,  como uma derrota política sofrida por Bolsonaro em 2021, ainda na pandemia de Covid19, resultou na ironia de o ex-presidente ser condenado por uma lei que ele mesmo sancionou:
    A explosão no uso da Lei de Segurança Nacional sob Bolsonaro
    A lei que definiu os crimes contra o Estado Democrático de Direito foi aprovada em 2021 para substituir a Lei de Segurança Nacional, de 1983. Esta foi uma lei criada já no fim da ditadura militar, após o fracasso do segundo Plano Nacional de Desenvolvimento do governo de Ernesto Geisel, e a eleição pelo Colégio Eleitoral, em 1979, de João Figueiredo para a Presidência.
    Os militares começaram a perceber então que teriam dificuldade de permanecer no poder, em meio à crise econômica e à crescente pressão social e política.
    “Eles perceberam que, mais hora, menos hora, teriam de sair do poder. Uma coisa é você sair chutado, a outra coisa é você sair negociando. Obviamente, eles optaram pela negociação”, lembra o sociólogo e jurista José Eduardo Faria, professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Conselho de Inovação e Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

    “Então, com isso, eles prepararam uma concepção de doutrina de segurança nacional e lançaram uma lei. Em 1983, essa Lei 7.170 institucionaliza o conceito de segurança nacional.”

    A LSN definia crimes contra a integridade territorial, a soberania nacional e o regime democrático. Mas o principal problema da lei, explica Faria, é que ela era uma norma com conceitos abertos e, portanto, passíveis de interpretação.

    “O que se punia não era estritamente o terrorismo como crime tipificado, mas quase todo tipo de antagonismo ao governo de plantão”, escreveu o jurista, em um artigo sobre o tema.

    “Isso vai fazer com que, quando Bolsonaro é eleito, essa lei na mão de Bolsonaro dava um poder extraordinário a ele”, observa Faria, em entrevista à BBC News Brasil.

    Nos primeiros dois anos de governo Bolsonaro, o uso da Lei de Segurança Nacional como base para inquéritos da Polícia Federal cresceu 285% em relação ao mesmo período dos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

    Foram 77 investigações entre 2019 e 2020, ante 20 inquéritos entre 2015 e 2016, conforme reportagem do Estado de S. Paulo à época, com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

    Faixa de protesto onde se lê "Bolsonaro genocida", com o desenho de um Bolsonaro com chifres e rabo de diabo e um bigodinho de Hitler, segurando um balde de tinta e um pincel, com o qual ele teria transformado a cruz vermelha símbolo dos serviços de emergência em saúde numa suástica. A faixa foi estendida em frente ao Palácio do Planalto num protesto durante a pandemia

    Os alvos eram opositores do governo Bolsonaro, como cinco manifestantes presos em Brasília, em março de 2021, após estenderem uma faixa com a frase “Bolsonaro genocida” em frente ao Palácio do Planalto. Jornalistas também foram processados com base na LSN à época.

    A lei, sancionada com vetos de Bolsonaro, acrescentava no Código Penal um novo título, tipificando crimes contra o Estado democrático, incluindo:

      • crimes contra a soberania nacional: atentado à soberania, atentado à integridade nacional e espionagem;
      • crimes contra as instituições democráticas: abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado;
      • crimes contra o processo eleitoral: interrupção do processo eleitoral e violência política;
      • e crimes contra o funcionamento de serviços essenciais: sabotagem.

    (Com informações da BBC News Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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