Projeto se agrega a grupos específicos de atuação comunitária
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Centro Educacional e Social São José Operário (Cesjo) realizaram na terça-feira ( 03) a apresentação dos resultados de quatros meses das ações contra a covid-19 nos bairros mais atingidos em São Luís. O foco do trabalho deu-se, principalmente, nos territórios mais vulneráveis quanto aos meios de prevenção e combate ao vírus e a iniciativa mobilizou 88.753 crianças, adolescentes e jovens para o enfrentamento à pandemia.
Coletivos de jovens do Batuque de Dentro foram um destaque nas atividades durante o projeto e estiveram presentes também no encerramento. Na ocasião, adolescentes e jovens fizeram apresentações de capoeira como também a interpretação da artista Ellen Oliveira que cantou a música “Batuque de Dentro”, composta pelos adolescentes e jovens de São Luís, sobre o cuidado mútuo que o enfrentamento da covid-19 requer essencialmente para cultivar hábitos saudáveis.
Desde 2019, os jovens do Batuque de Dentro alcançaram mais de 60 mil pessoas em todo o Estado do Maranhão, debatendo e alertando sobre práticas de autocuidado no cenário da pandemia, bem como a mobilização de agentes das comunidades para apoio a inclusão social.
Na capital, o projeto se agrega a grupos específicos de atuação comunitária como associações de moradores, clube de mães, Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREA) e coletivos de jovens para atividades educativas e de autocuidado em quatro macrorregiões de São Luís: Anjo da Guarda, Coroadinho, Cidade Operária e Cidade Olímpica.
Entre os resultados conquistados, está a formação de lideranças locais entre jovens, a realização de 10 eventos virtuais e 19 eventos presenciais de capacitação, impactando mais de 700 crianças, adolescentes e jovens nas macrorregiões.
As principais temáticas abordadas na formação foram:
- Mobilização social e autocuidado, saúde mental e menstrual
- Enfrentamento ao racismo
- Como se prevenir e lidar com notícias falsas
- Violência intrafamiliar em contexto de distanciamento social
- Empoderamento de adolescentes jovens entre outros assuntos sugeridos pelas comunidades para debates
- Rodas de conversa.
“A apresentação dos resultados fomenta parcerias para a continuidade das ações que, por meio desses dados, demonstra a importância que o projeto tem para as comunidades em que atua. A parceria junto ao Unicef tem sido uma articulação desenvolvida em dois ciclos de atividades, com alcance de milhares de pessoas”, ressaltou a coordenadora do Projeto Batuque de Dentro, Gisele Silva Sá.
Como parte das atividades, o Unicef instalou 72 estações de lavagens de mãos nas escolas municipais, terreiros e áreas de uso comum em comunidades vulneráveis, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Luís e organizações sociais locais. Com o projeto, o Fundo das Nações Unidas e parceiros doaram 1.150 kits de higiene, 13.900 máscaras, 350 kits conectividades com celular, chip, recarga, caderno, máscara, álcool em gel e o Manual Antirracista da escritora Djamila Ribeiro para adolescentes cadastrados em situações de exclusão digital, escolar e social. Além disso, nas atividades educativas e rodas de conversa nas comunidades, CRAS e CREAs, o projeto também entregou diversos materiais informativos alcançando mais de 70 mil pessoas.
“Os resultados comprovam que atuar com parcerias é a chave para fortalecer o cuidado mútuo, a proteção e inclusão dos mais vulneráveis. Milhares de pessoas positivamente impactadas com doações de kits de higiene, kits de conectividade, produção de máscaras caseiras, estações de lavagem de mãos, rodas de conversa e mobilização comunitária contra a covid-19. Isso tudo é uma evidência de que podemos fazer ainda mais pelas crianças e adolescentes em comunidades vulneráveis. As atividades em escolas, comunidades e terreiros incentivam o autocuidado e o autoconhecimento. Quando a gente consegue unir esforços, os resultados são maravilhosos. Esse é o nosso objetivo para cada criança”, ressalta a chefe do escritório do Unicef em São Luís, Ofélia Silva.




