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    Home»Maranhão»Manutenção de vagões na Ferrovia Carajás utiliza robótica para troca de rolamentos
    Maranhão

    Manutenção de vagões na Ferrovia Carajás utiliza robótica para troca de rolamentos

    Aquiles Emir6 de outubro de 201704 Mins Read
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    A manutenção ferroviária da Vale em São Luís ganha um novo reforço com a instalação de uma célula robótica para a troca de rolamentos dos vagões da Estrada de Ferro Carajás (EFC). Instalado no Centro de Troca de Rodeiros (CTR) do Terminal Ferroviário de Ponta da Madeira (TFPM), o robô, similar aos utilizados na indústria automobilística, terá a função de substituir os rolamentos que fazem parte da estrutura rodante de um vagão.

    No ciclo de manutenção preventiva e corretiva do CTR, o processo envolve etapas que incluem a usinagem das rodas do vagão e a troca de rodas e dos rolamentos. A troca de rolamentos, na condição manual, levava 35 minutos para ser concluído. Agora, com o uso da nova tecnologia, este tempo cai para 12 minutos. Considerando-se apenas a etapa da troca de rolamentos, que antes era realizada em 7,5 minutos, essa substituição hoje é feita em apenas dois minutos. A Vale possui uma frota de mais de 18 mil vagões na EFC.

    “Para a construção do projeto de automação foi realizado um estudo da condição ergonômica de nossos processos, com base na análise preliminar de riscos. O estudo demonstrou que é imprescindível investimentos em novas tecnologias para redução da exposição humana a posturas e esforços repetitivos. Neste conceito, reforçamos o princípio da automação com toque humano, onde toda decisão de entrada e saídas dos processos e a solução de problemas serão realizados por nossos empregados”, explica o gerente de manutenção ferroviária, João Falcão

    O projeto visa reduzir em 85% os riscos ergonômicos, além de aumentar a competividade com a redução do gasto unitário, através do aumento de produtividade do efetivo, aumento de capacidades da troca de rolamentos.

    A Vale desenvolveu todo o conceito da célula robótica utilizando experiência técnica e benchmark realizado com empresas desenvolvedoras de ativos de classe mundial. Toda parte de infraestrutura e montagem foi executada por profissionais da própria empresa.  Para o processo de integração e automação a Vale contou com o apoio de empresas especializadas, mas com o acompanhamento direto dos empregados da área. O objetivo desta parceria era agregar conhecimento técnico específico e otimizar o processo de capacitação dos profissionais do CTR.

    TFPM  – A modernização do CTR acontece um pouco mais de um ano após a inauguração do complexo de oficinas do Terminal Ferroviário de Ponta da Madeira, ocorrido em maio de 2016. Além do Centro de Troca de Rodeiros, o complexo inclui o Centro de Manutenção de Rodeiros e o Posto de Inspeção e Abastecimento de Locomotivas (PIAL).  O processo funciona da seguinte forma: os trens com 330 vagões vindos de Carajás, no sudeste do Pará, são separados em blocos de 110 vagões para facilitar a descarga. Enquanto o minério é retirado, as locomotivas seguem para revisão no PIAL. Este é o novo conceito de “pit stop” implantado pela Vale em São Luís.

    Depois de descarregados, os vagões são conduzidos pelas locomotivas já revisadas e abastecidas até o Centro de Troca de Rodeiros. O rodeiro integra rodas, rolamentos e eixo e permite a movimentação do vagão sobre os trilhos. No CTR, os rodeiros que precisam de manutenção são retirados e trocados por outros em perfeitas condições de uso. O Centro tem capacidade de atender até 2 mil vagões/dia. Neste novo método, que dura até 15 minutos, não há mais necessidade de separar o vagão com o rodeiro danificado do bloco, como era feito antes. A troca com o bloco integrado diminui o tempo de parada na manutenção. Os rodeiros que precisam de manutenção são enviados ao Centro de Manutenção de Rodeiros, outra grande oficina do complexo, que realiza o reparo necessário, deixando o rodeiro apto a ser utilizado em novas viagens.

    O sistema utilizado pela Vale para garantir alta capacidade de transporte é chamado de Locotrol. Nele, utiliza-se 3 blocos com 110 vagões + 3 locomotivas alocadas em longo da composição. Com esse formato, os trens chegam a ter 3,5 quilômetros de extensão, os maiores em circulação regular no país.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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