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    Home»Maranhão»IBGE: Maranhão é o estado que concentra maior número de pessoas abaixo da linha da pobreza

    IBGE: Maranhão é o estado que concentra maior número de pessoas abaixo da linha da pobreza

    Aquiles Emir6 de dezembro de 20180
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    A Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta quarta-feira (05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe números desagradáveis para os maranhenses, pois o estado continua sendo a unidade da Federação com maior número de pobres do país. Segundo o instituto, em 2017 o país tinha 54,8 milhões de pessoas que viviam com menos de R$ 406 por mês, 2 milhões a mais que em 2016, ou seja, a proporção da população em situação de pobreza subiu de 25,7% para 26,5%.

    O estudo utilizou critérios do Banco Mundial, que considera pobres aqueles com rendimentos diários abaixo de US$ 5,5 ou R$ 406 mensais pela paridade de poder de compra.

    O Nordeste concentra o maior percentual daqueles em situação de pobreza, 44,8%, o equivalente a 25,5 milhões de pessoas. Entre as unidades da Federação, a maior proporção de pobres é a do Maranhão, com mais da metade da população, 54,1%, e em Alagoas, 48,9%. Já Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT) foram as duas únicas capitais onde o contingente de pessoas que ganham menos de R$ 406 por mês superava a dos respectivos estados: em Porto Velho era 27%, contra 26,1% em Rondônia; em Cuiabá, 19,2%, contra 17,1% em Mato Grosso.

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    Mas não é apenas a baixa renda que mantém o Maranhão na vexatória posição de campeão da pobreza, pois há outros indicadores que mostram o estado degradante em que vive boa parte da população.

    De acordo com o estudo, 16,7% das moradias do Maranhão não têm banheiro e 10,2% foram construídas com material não durável (palhas e barros).

    Pelo menos 32,7% da população habitam residências em que não há coleta de lixo, 29,2% não contam com serviços de água encanada e 81% não contam com serviços de esgoto. Para 82,1% em suas moradias há pelo menos uma dessas deficiências. A situação em São Luís é menos dramática, mas ainda longe do ideal. Dos 1.091 habitantes, 2,7% não contam com coleta de lixo, 17,6% não contam com serviços de água encanada e 31,2% não são servidos por esgoto.

    Em 3% dos domicílios, os ocupantes não têm nenhum tipo de rendimento; em 24,3% a renda média per capita é inferior a 1/4 do salário mínimo; em 24,5, 1/2 salário mínimo. Em apenas 1,1% a renda média per capita chega a mais de cinco salários mínimos.

    Brasil –  Segundo a linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial (rendimento de até US$ 5,5 por dia, ou R$ 406 por mês), a proporção de pessoas pobres era de 25,7% da população em 2016 e subiu para 26,5%, em 2017. Em números absolutos, esse contingente variou de 52,8 milhões para 54,8 milhões de pessoas, no período. Nessa mesma análise, a proporção de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos que viviam rendimentos de até US$ 5,5 por dia passou de 42,9% para 43,4%, no mesmo período.

    Já o contingente de pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140 por mês), que estariam na extrema pobreza de acordo com a linha proposta pelo Banco Mundial, representava 6,6% da população do país em 2016, contra 7,4% em 2017. Em números absolutos, esse contingente aumentou de 13,5 milhões em 2016 para 15,2 milhões de pessoas em 2017.

    Em 2017, o rendimento médio mensal domiciliar per capita no país foi de R$ 1.511. As menores médias foram no Nordeste (R$ 984) e Norte (R$ 1.011), regiões onde quase metade da população (respectivamente, 49,9% e 48,1%) tinha rendimento médio mensal domiciliar per capita de até meio salário mínimo. Estas são algumas informações da Síntese de Indicadores Sociais 2018, que analisou o mercado de trabalho, aspectos educacionais e a distribuição de renda da população brasileira, a partir dos dados da PNAD contínua do IBGE e de outras fontes.

    A SIS 2018 mostrou que 27 milhões de pessoas (13,0% da população) viviam em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas. O adensamento excessivo (domicílio com mais de três moradores por dormitório) foi a inadequação domiciliar que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país em 2017.

    Na análise educacional, a proporção de matrículas por cotas no ensino superior público triplicou nos últimos 7 anos: de 2009 a 2016, esse percentual subiu de 1,5% para 5,2%. Nas instituições privadas, no mesmo período, o percentual de matrículas com PROUNI subiu 28,1%, passando de 5,7% para 7,3%.

    A taxa de ingresso ao ensino superior dos alunos oriundos da escola privada era 2,2 vezes a dos que estudaram na rede pública. Entre os que concluíram o nível médio na rede pública, 35,9% ingressaram no ensino superior, contra 79,2% dos que cursaram a rede privada.

    Na análise do mercado de trabalho, a SIS 2018 mostrou que a taxa de desocupação era de 6,9% em 2014 e subiu para 12,5% em 2017. Isso equivale a 6,2 milhões de pessoas desocupadas a mais entre 2014 e 2017. Nesse período, a desocupação cresceu em todas as regiões e em todos os grupos etários.

    O trabalho informal alcançou 37,3 milhões de pessoas, o que representava 40,8% da população ocupada, ou dois em cada cinco trabalhadores do país. Esse contingente aumentou em 1,2 milhão desde 2014, quando representava 39,1% da população ocupada.

    Em 2017, os trabalhadores brancos (R$ 2.615) ganhavam, em média, 72,5% mais que os pretos ou pardos (R$ 1.516) e os homens (R$ 2.261) recebiam 29,7% a mais que as mulheres (R$ 1.743). O rendimento-hora dos brancos superava o dos pretos ou pardos em todos os níveis de escolaridade, e a maior diferença estava no nível superior: R$ 31,9 por hora para os brancos contra R$ 22,3 por hora para pretos ou pardos. O material de apoio da SIS 2018 está nesta página.

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