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    Home»Negócios»Maranhão tem saldo negativo entre abertura e fechamento de lojas

    Maranhão tem saldo negativo entre abertura e fechamento de lojas

    Aquiles Emir31 de janeiro de 20190
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    O saldo entre aberturas e fechamentos de loja com vínculos empregatícios no varejo brasileiro em 2018 foi positivo, com 8,1 mil novas unidades, interrompendo a sequência de três anos no vermelho, uma vez que, entre 2015 e 2017, o setor acumulou um fechamento líquido de 223 mil estabelecimentos comerciais. O estudo, divulgado nesta quinta-feira (31), pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), não apresenta os números de registros por ano, apenas indica a diferença entre registro e baixa, estando o Maranhão com desempenho negativo, com saldo abaixo de 80.

    Para o varejo, a última crise econômica teve início em 2014, quando as vendas encolheram 1,7% em relação a 2013, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos dois anos seguintes, o quadro se agravou, com o comércio apurando perdas reais de faturamento de 8,6% e 8,7%, respectivamente. Desse modo, entre 2014 e 2016, o volume de vendas do varejo acumulou retração de 20% em termos de volumes de vendas.

    Ao longo do ano passado, a inflação abaixo da meta, a redução dos juros ao consumidor, a reação do mercado de trabalho e até mesmo a disponibilização de recursos extraordinários para o consumo através, por exemplo, da liberação dos saques nas contas do PIS/Pasep voltaram a criar condições mínimas para a expansão do consumo e, consequentemente, para o aumento real das vendas do setor.

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    Além da regeneração das condições de consumo, a recuperação gradual da confiança dos consumidores permitiu que, especialmente, alguns segmentos mais dependentes das condições de vendas a prazo também consolidassem a inflexão no desempenho do faturamento real iniciada em 2017 quando o faturamento real registrou crescimento de 4,0%.

    Com avanço de 5,3% no volume de vendas de janeiro a novembro, o ano de 2018 marcou a consolidação da recuperação do setor, não apenas do ponto de vista do volume de vendas, mas também de outro termômetro importante: o nível de ocupação.

    Ao longo do ano passado, 71,6 mil vagas formais foram criadas – melhor saldo anual desde 2014 (154,4 mil). Para se adaptar às quedas nas vendas nos anos de 2015 e 2016, o comércio varejista eliminou 351,3 mil postos formais de trabalho. Em 2017, foram gerados 32,0 mil (menos da metade registrada do ano passado).

    A reversão na tendência de fechamento de lojas observada até 2017 foi, portanto, mais um sinal de recuperação do nível de atividade do varejo. Já naquele ano, o setor registrava seu primeiro crescimento real das vendas em três anos, bem como voltava a gerar postos de trabalho. Divisão Econômica 3 Sob esse ponto de vista, a inflexão no saldo de abertura de lojas pode ser apontada como uma consequência da reativação do nível de atividade no varejo brasileiro, uma vez que há uma defasagem de pelo menos seis meses entre o aumento contínuo do faturamento e a concretização significativa dos investimentos em novos pontos de venda.

    Segmentação – Dentre os segmentos, os hiper e supermercados se destacaram positivamente em números absolutos (4.510), seguidos pelas lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (1.747) e pelas drogarias, farmácias e lojas de cosméticos (1.439). Cabe ressaltar que, à exceção dos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-176) e de materiais de construção (-926), os demais ramos abriram mais pontos de venda do que fecharam, no ano passado.

    Regionalmente, a reação do setor se difundiu por todo o País, uma vez que, em 15 das 27 unidades da Federação, foram registradas mais aberturas do que fechamentos de estabelecimentos comerciais, destacando-se de forma positiva os Estados de São Paulo (3.883), Santa Catarina (1.706) e Minas Gerais (940). Por outro lado, o Rio de Janeiro – responsável por 9% tanto do faturamento quanto da força de trabalho do varejo nacional – voltou a se destacar negativamente (-997). Ainda assim, nessa unidade da Federação, o fechamento líquido de lojas com vínculos empregatícios foi 83% menor do que o saldo de 2017 (-5.971).

    Saldo da abertura e fechamento de lojas em 2018:

    • São Paulo: 3.883
    • Santa Catarina: 1.706
    • Minas Gerais: 940
    • Mato Grosso: 785
    • Paraná: 762
    • Espírito Santo: 704
    • Bahia: 350
    • Rio Grande do Sul: 311
    • Pernambuco: 259
    • Goiás: 227
    • Alagoas: 189
    • Distrito Federal: 57
    • Rondônia: 46
    • Paraíba: 39
    • Mato Grosso do Sul: 8
    • Tocantins: -4
    • Sergipe: -29
    • Ceará: -41
    • Acre: -61
    • Piauí: -70
    • Maranhão: -84
    • Amapá:-96
    • Rio Grande do Norte -111
    • Roraima -122
    • Amazonas -142
    • Pará: -374
    • Rio de Janeiro: -997

    Para 2019, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta crescimento de 5,8% no volume de vendas do varejo. Levando-se em conta esse cenário e a defasagem existente entre o crescimento das vendas e a natural contrapartida na abertura de novos pontos de venda no varejo nacional, a expectativa da entidade é de que, ao fim deste ano, aproximadamente 23,3 mil novos estabelecimentos com vínculos empregatícios sejam abertos no setor. Confirmada essa expectativa, o ano de 2019 apresentará, portanto, o maior saldo de abertura de lojas desde 2013.

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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