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    Home»Negócios»Mesmo sem aumento na tarifa, trabalhador vai pagar mais pela passagem de ônibus em janeiro
    Negócios

    Mesmo sem aumento na tarifa, trabalhador vai pagar mais pela passagem de ônibus em janeiro

    Aquiles Emir22 de dezembro de 202102 Mins Read
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    Custo para empresas é o mesmo, mas desconto diminui

    AQUILES EMIR

    Sem que tenha havido, este ano, um centavo de aumento nas tarifas de ônibus, o trabalhador de São Luís, remunerado pelo salário mínimo, vai pagar mais caro pelo seu transporte, a partir de janeiro do próximo ano, quando entra em vigor o novo piso salarial. Isto se deve por conta do desconto do vale-transporte, que é aplicado sobre o valor da remuneração do empregado.

    Nesta terça-feira (21), o Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2022, que definiu, dentre outras coisas, um salário mínimo de R$ 1.210, ou seja, R$ 110 a mais do que está em vigor. Isto significa dizer que o empregador vai descontar do seu trabalhador um valor maior sobre seu o ganho, pela sua despesa com transporte, mas vai continuar pagando para as empresas de ônibus o mesmo valor pelos tickets e dessa forma diminuirá sua participação no bolo dessa despesa.

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    • Com aprovação do orçamento da União nesta terça, salário mínimo a vigorar a partir de janeiro será de R$ 1.210 

    Com esse novo cálculo, o trabalhador vai ter um aumento de mais de R$ 6,00 na sua despesa com passagens e o patrão, por sua vez, vai economizar esse mesmo valor. Peguemos este exemplo:

    Um trabalhador que hoje recebe R$ 1.100,00 e mora em um bairro para onde o custo de passagem é R$ 3,70, consome nos 26 dias úteis de trabalho para os deslocamentos casa-trabalho-casa, R$ 192,40. Como o desconto no contracheque é 6% sobre sua remuneração, a despesa com transporte é de R$ 66,00, enquanto o empregador, que compra o pacote das passagens por R$ 192,40, suporta os R$ 126,40 restantes.

    Com o aumento do salário mínimo, o empregado vai continuar consumindo R$ 192,40 pelos 52 passes, porém sua participação na despesa passa a ser maior porque os 6% serão aolicados sobre R$ 1.210, que gerar um gasto mensal de R$ 72,60. Já o patrão, que continuará desembolsando a mesma quantia, passará a contribuir com R$ 119,80, isto é, R$ 6,60 a menos.

    Apesar do aumento da despesa, vai sobrar um pouco mais na conta do trabalhador, pois se hoje, descontando o vale-transporte, sobram dos R$ 1.100 atuais, R$ 1.034, a partir de janeiro, descontando os R$ 72,60, vão sobrar R$ 1.137,40, ou seja, um líquido maior do que o bruto atual.

     

     

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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