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    Home»Poder e Política»Michel Temer diz que seria covardia não se candidatar e não defender o legado do governo
    Poder e Política

    Michel Temer diz que seria covardia não se candidatar e não defender o legado do governo

    Aquiles Emir24 de março de 20180
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    Michel Temer recebeu conselhos do ex-presidente José Sarney

    AQUILES EMIR

    Em entrevista à revista Istoé, o presidente Michel Temer (MDB) sinaliza que está decidido a disputar a reeleição, para defender seu legado e sua reputação pessoal na campanha eleitoral. Ele, que já havia negado por diversas vezes essa possibilidade, diz a ideia de se candidatar nasceu “de um mês e meio para cá”, e que vislumbrava um futuro mais calmo: voltar para casa, cuidar da família, da mulher Marcela e do filho caçula Michelzinho.

    Neste sábado (24), Temer recebeu do ex-presidente José Sarney (MDB) conselhos para manter seu projeto, defender o legado do seu governo e viajar pelo Brasil para mostrar o que fez e o que pretende fazer pelo país a fim de viabilizar sua candidatura. Leia blog Conversa Franca.

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    Ao explicar o que seria a defesa do seu legado, Temer diz que “no Brasil, sempre foi assim: quando um governo substitui outro, quer acabar com o que o governo anterior deixou”, afirma, ao listar as principais conquistas do seu governo: reforma trabalhista, queda dos juros e da inflação e a ainda não aprovada reforma da Previdência.

    Sobre a reputação pessoal, diz que tentaram lhe derrubar três vezes, referindo-se aos episódios da gravação de Joesley Batista (JBS), a ligação com a mala de dinheiro de Rodrigo Loures e o mais recente inquérito envolvendo o Porto de Santos. Ao se defender, lembrou que a maioria dos seus detratores dorme na cadeia.

    Michel Temer diz que consideraria uma covardia de sua parte não se candidatar para defender seu legado. “Recuperei um País que estava quebrado. Eu me orgulho do que fiz e preciso mostrar o que está sendo feito. Se eu não tiver uma tribuna o que vai acontecer é que os candidatos sairão e vão me bater. Seria uma covardia não ser candidato”, justificou.

    Veja alguns trechos da entrevista:

    Sobre a necessidade de se candidatar – “Porque se chega alguém que vai destruir o que fizemos, ele vai destruir necessidades do Brasil. Como vou abandonar tudo isso? Estou nisso há trinta anos. Fui presidente da Câmara. Fui presidente do partido”.

    Sobre legado e reputação pessoal –  “A Presidência da República é uma coisa honrosa especialmente pelo que fizemos pelo país, mas é muito desonroso a destruição da sua reputação moral. E isso foi o que tentaram. Essa tentativa da destruição moral ajuda na história da impopularidade. Porque as pessoas têm vergonha de dizer que apoiam. Se ninguém vai defender o governo, dar continuidade ao que fizemos, eu mesmo faço. Como vou abandonar isso?”

    Seria covardia não se candidatar?

    – Acho que seria uma covardia não ser candidato. Porque, afinal, se eu tivesse feito um governo destrutivo para o País eu mesmo refletiria que não dá para continuar. Mas, pelo contrário, eu recuperei um País que estava quebrado. Literalmente quebrado. Eu me orgulho do que fiz. E eu preciso mostrar o que está sendo feito. Se eu não tiver uma tribuna o que vai acontecer é que os candidatos sairão e vão me bater. E eu vou ter que responder. Só que não vou ter tribuna. Seria uma continuidade daquilo que está efetivamente sendo feito para o Brasil.

    Relação com o PSDB, que tem Geraldo Alckmin como aspirante ao Planalto

    – “O ideal dos ideais é que houvesse uma candidatura de centro, uma candidatura de extrema-direita, se for o caso, uma candidatura de esquerda. No máximo, três ou quatro candidatos. Mas o que estão no horizonte são doze, treze candidatos…”

    Sobre a participação de Lula

    – “Lula lidera as pesquisas, mas pesquisa abrange cerca de 40% do eleitorado. Lula tem 20%. Ele tem 20% de 40%. O restante do eleitorado ainda não tem definição. Com todo o respeito que tenho pelas pesquisas, elas não são indicativo do que vai acontecer na eleição. Mas ninguém pode negar que ele tem prestígio e que tem voto. Outra coisa interessante é que ele foi declarado inelegível e ninguém desfrutou desse fato, herdou essa votação”.

    Sobre sua atuação no Norte e Nordeste

    – “Nós temos feito muito pelo Norte e pelo Nordeste. A própria obra de transposição do São Francisco, que é uma obra de muitos, começou lá atrás, teve sequência muito ágil no meu governo. As obras estavam paralisadas. Não havia pagamento às empreiteiras. Nós retomamos. Já colocamos mais de R$ 1 bilhão na transposição. Nós inauguramos o Eixo Leste, que alimenta parte de Pernambuco e da Paraíba. Campina Grande (PB) sofria com a falta de água. Nós acionamos várias fases do chamado Eixo Norte. Agora, mais proximamente, vamos concluir o último estágio que vai levar água para o Ceará e para o Rio Grande do Norte. Ao mesmo tempo, não podemos esvaziar o rio São Francisco. Nós vamos revitalizar o rio São Francisco. Revitalizar as bacias que alimentam a transposição do São Francisco.

    Michel Temer reunido com governadores do Norte e Centro-OeesteSobre a baixa popularidade – Já dobrou 100%: de 3% para 6%. Agora, se aumentar de 6% para 9%, já aumenta 50% (risos)… Olha, faço uma distinção entre medidas populares e medidas populistas. As medidas populistas muitas vezes geram popularidade. Nós resolvemos enfrentar temas áridos. Os temas áridos produzem um bom efeito a médio e longo prazos. Daí, vem a popularidade. Aí que se distingue o populismo da popularidade. Não adotei nenhuma medida populista. Não conduzi a Presidência como se estivesse conduzindo um carro alegórico. Sempre tive muita responsabilidade. As medidas necessárias, estruturantes, podem ser reconhecidas e se tornarem populares mais adiante.

    Sobre Jair Bolsonaro – Ele representa parte dos anseios populares. Há uma parcela da população que concorda com o discurso dele. Que acha que há exageros na questão moral. Na questão da própria segurança. Há pessoas que pensam como ele. Então, quando ele ganha notoriedade, é porque ele tem esse respaldo. Agora, é preciso verificar, no saldo final das contas, se o povo vai preferir uma posição mais radicalizada ou se vai decidir por uma posição mais centralizada”.

    Sobre os planos anteriores de ir para casa

    – “De um mês e meio para cá. Nós esperávamos no início que alguém sairia candidato do governo com essa missão de defender o governo. Ora, se ninguém vai defender o governo, dar continuidade ao que fizemos no governo, eu mesmo faço. Foram acusações tipicamente armadas. Tentaram me derrubar três vezes. Quando se começou a dizer que eu seria candidato, deu-se uma terceira onda”

    Sobre a principal bandeira do seu governo

    – “A primeira palavra que marcou o meu governo foi diálogo. Vocês vejam que consegui chegar aqui estabelecendo um diálogo com o Congresso Nacional. E com a sociedade. A modernização trabalhista resultou de uma conversa que nosso ministro do Trabalho manteve com as federações de indústria, com as centrais sindicais. Tanto que no dia que nós mandamos o projeto, falaram oito representantes de centrais sindicais e oito representantes de empregadores. Então, o diálogo foi uma coisa fundamental. Outra coisa é que nós estabelecemos uma conexão entre a responsabilidade fiscal e a responsabilidade social. Nós inauguramos ainda outra fórmula muito produtiva. No Brasil, sempre foi assim: quando um governo substitui outro, quer acabar com o que o governo anterior deixou. Por exemplo: o Bolsa Família não foi algo do nosso governo. Eu dei sequência ao Bolsa Família. Aliás, em dois anos e meio não havia aumento do Bolsa Família. Eu aumentei os valores do Bolsa Família”.

    (Com dados da Istoé)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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