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    Home»Mundo»Sonia Guajajara se encontra com Papa em seminário sobre cultura indígena no Vaticano
    Mundo

    Sonia Guajajara se encontra com Papa em seminário sobre cultura indígena no Vaticano

    Aquiles Emir14 de março de 202404 Mins Read
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    Evento foi promovido pela Academia Pontifícia de Ciências e de Ciências Sociais do Vaticano

    A ministra Sonia Guajajara abriu hoje (14/03), no Vaticano, o encontro organizado pela Academia Pontifícia de Ciências e de Ciências Sociais que reuniu cientistas, indígenas e religiosos de vários povos e países para discutirem a contribuição do conhecimento indígena na busca de soluções para as crises ambiental e humanitária no mundo.

    Em seu discurso, Sonia Guajajara saudou a importância do seminário e o convite do Vaticano para que os povos indígenas dividissem aquele histórico espaço da ciência com renomados cientistas e autoridades. A Academia Pontifícia de Ciências tem sua origem na Academia dos Linces, fundada em Roma, em 1603, como a primeira academia exclusivamente científica do mundo, e teve entre seus primeiros membros o astrônomo, físico e engenheiro Galileu Galilei (1564-1642).

    “Quando tomei posse como a primeira ministra dos Povos Indígenas do Brasil, o lema do meu discurso foi: Nunca Mais um Brasil sem nós. Estamos aqui, com o apoio do Vaticano, para reforçar que o mundo precisa dos conhecimentos tradicionais indígenas. O mundo precisa do modo de vida indígena, de sua espiritualidade e de sua relação com a natureza, como condição necessária para a proteção da biodiversidade”, disse a ministra, lembrando que a importância dos saber indígenas também tem sido discutida por outras entidades como a Organização Mundial de Propriedade Intelectual e a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica.

    “Não é por coincidência que 80% da biodiversidade protegida no mundo está em territórios indígenas. É porque sabemos como fazer esta proteção”, disse Sonia Guajajara, apontando que, no entanto, as populações indígenas estão entre as mais atingidas pelos eventos climáticos extremos, e que luta contra a mudança climática exige o reconhecimento do direito à posse plena dos territórios pelos povos indígenas e comunidades locais.

    A ministra destacou ainda os impactos das ações de mitigação e de transição adotadas para conter a crise climática que não levam em conta aspectos centrais das comunidades indígenas, apontando a necessidade de se regulamentar os mercados de crédito de carbono de uma forma justa, sem que contratos abusivos mediados por terceiros acabem com a proteção da biodiversidade feita pelos povos indígenas com seus conhecimentos tradicionais e modos de vida.

    Em seu pronunciamento o Papa Francisco disse que aquele encontro enviava uma mensagem aos líderes governamentais e às organizações internacionais, encorajando-os a reconhecer e respeitar a rica diversidade que há dentro da grande família humana. “O tecido da humanidade é tramado com uma variedade de culturas, tradições, espiritualidades e linguagens que deve ser protegidas, visto que sua perda representaria o empobrecimento de conhecimento, identidade e memória para todos nós”, disse o Papa.

    A ministra anunciou durante seu discurso a adesão do Brasil à Coalizão dos Sistemas Alimentares Indígenas da FAO, a agência das Nações Unidas para a Agricultura, e o lançamento pelo Governo Federal de uma nova cesta básica destinada aos povos indígenas no Brasil que valoriza os sistemas alimentares locais e afasta os alimentos processados, destacando a importância do financiamento multilateral para os sistemas alimentares indígenas de todo o mundo “Muitas vezes, naquelas comunidades mais atacadas e violentadas, a melhor saída para manter vivos os conhecimentos tradicionais é garantir alimentação e apoio à produção, conforme estes conhecimentos.“

    Ao mencionar os ataques e genocídios contra os indígenas ao longo da história, a ministra lembrou que a própria Igreja Católica foi agente desta violência. “E hoje estamos aqui, Igrejas e povos indígenas, para avançar no debate sobre conhecimentos tradicionais e passar grandes mensagens ao mundo”.

    Sonia Guajajara defendeu ainda que a pauta do Meio Ambiente esteja unida à pauta dos Direitos Humanos e pela paz, repudiando a violência vivida pelo povo palestino. “A cura para a doença das mudanças climáticas é complexa, e exige uma mudança radical nos modos de vida da sociedade. Nossas culturas, nossa espiritualidade, sejam elas católicas, indígenas e tantas outras, são culturas de paz, que querem a harmonia do ser humano com a natureza, ao invés da ganância e da expropriação dos territórios”.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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