Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»PONTO DE VISTA»Ministro do Trabalho quer o avanço do retrocesso
    PONTO DE VISTA

    Ministro do Trabalho quer o avanço do retrocesso

    Aquiles Emir6 de junho de 202304 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Reforma trouxe segurança jurídica para quem terceirizar

    • JOSÉ EDUARDO GIBELLO PASTORE*
    • *José Eduardo Gibello Pastore é advogado, consultor de relações trabalhistas e sócio do Pastore Advogados.

    O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, deseja retroceder na Lei da Terceirização, que foi aprovada em 2017, na Reforma Trabalhista (leis nº 13.467/17 e 13.429/17) para alterar esse tipo de contratação. A Lei da Terceirização ganhou em termos de segurança jurídica e proteção social para os trabalhadores e empresas.

    Segurança jurídica porque acabou com a celeuma de se proibir terceirizar a atividade principal da empresa. Antes da sanção das leis, o que vigorava era a possibilidade de se terceirizar somente a atividade-meio da empresa e, mesmo assim, milhares de ações na Justiça do Trabalho discutiam se a empresa havia terceirizado mesmo uma função secundária ou sua atividade-fim. Quem tinha de decidir se a terceirização era ou não lícita era um juiz, que fazia a análise com base na legislação, mas pouco poderia saber da atividade econômica da empresa. A culpa, no caso, não é necessariamente dele.

    A vontade de Marinho de proibir a terceirização da atividade-fim da empresa provocará uma enxurrada de ações trabalhistas. O empresário gastará mais com processos na Justiça, dinheiro que poderia ser usado para gerar mais empregos.

    As leis sobre o tema de 2017 acabaram com esse problema ao permitir a terceirização da atividade-fim da empresa. Passou-se a considerar não mais o que terceirizar, mas como. Mesmo com a garantia em lei, nenhum empresário optou por usar essa forma de contratação para todos os funcionários, como alguns temiam. Até porque se fossem terceirizar toda a empresa teriam de vendê-la. Isso desmistifica o temor de terceirizar a atividade-fim.

    Portanto, a Reforma Trabalhista trouxe segurança jurídica para quem desejasse terceirizar. Trouxe também mais segurança para o funcionário terceirizado, com novos direitos para que não existiam antes de 2017. Por exemplo, a legislação permitiu que usufruam dos direitos previstos na mesma Convenção Coletiva de Trabalho dos contratados diretamente pela empresa. Garantiu ainda o uso de departamentos médicos, dos refeitórios e do transporte usado pelos trabalhadores das contratantes. São direitos que melhoraram e muito a vida do trabalhador terceirizado, diferente do que alegam os que ignoram estas condições.

    Com relação à responsabilidade dos contratantes, as referidas leis mantiveram a responsabilidade subsidiária da empresa que terceiriza, que deve eleger bem e fiscalizar bem a empresa terceirizadora no que se refere ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos terceirizados. Se a contratante de uma empresa terceirizada negligenciar essa função, a sua responsabilidade de subsidiária passaria a ser solidária, com contratante e terceirizadora tendo de responder na Justiça pelos possíveis débitos trabalhistas, para garantir que os trabalhadores não fiquem à míngua.

    Assim, não há como se imaginar que a terceirização possa ser relacionada como trabalho escravo, como equivocadamente alega o ministro do Trabalho. Se há algum resquício de trabalho análogo à escravo com a terceirização é porque não há terceirização. Nesse caso, o que há é fraude à legislação trabalhista, o que independe da terceirização.

    Não há que se falar que a terceirização é “prima do trabalho escravo” por conta destas fraudes em processos de contratações. Seria o mesmo que dizer que precisamos revogar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) porque há muitas contratações diretas de “trabalho análogo ao de escravo”.

    As mudanças que o ministro deseja fazer na Lei da Terceirização, com a volta da proibição de se terceirizar atividades-fim, ou com a revogação da legislação em si, não se justificam. A não ser que deseje o avanço do retrocesso, a volta da insegurança jurídica e a eliminação de direitos dos trabalhadores terceirizados, com empresas demitindo para pagar advogados nas ações trabalhistas que certamente ressurgirão.

     

    *José Eduardo Gibello Pastore é advogado, consultor de relações trabalhistas e sócio do Pastore Advogados.

    Previous ArticleAgrobalsas impulsiona negócios da cooperativa de crédito Sicredi
    Next Article Primeira Turma do STF rejeita denúncia contra Arthur Lira por corrupção passiva
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    PONTO DE VISTA

    Sejam todos muito bem-vindos ao maior São João do Mundo!

    7 de junho de 2026
    PONTO DE VISTA


    Pesquisa Atlas/Intel mostra prejuízo para Flávio Bolsonaro revelação dos diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro

    19 de maio de 2026
    PONTO DE VISTA

    Crédito privado segue sólido, mas o investidor mudou a forma de olhar o risco

    12 de maio de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 6   +   3   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Escolhida para vice de Eduardo Braide, na disputa pelo Governo do Estado, empresária Elaine Carneiro, uma das mulheres de negócios mais bem-sucedidas da região tocantina, no Maranhão, é vítima de intolerância de alguns segmentos da imprensa maranhense, por sua condição social e econômica, ou seja, para ela não vale “lugar de mulher é onde ela quiser”.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Samsung Ocean abre agenda de agosto com aulas e cursos gratuitos de Programação, IA, Empreendedorismo, Digital Health, IoT e mais

    2 de agosto de 2026


    Justiça de Imperatriz condena quatro pessoas por desvio de mais R$ 4 milhões no Município de Governador Edison Lobão

    2 de agosto de 2026

    A Constituição e o direito de falar em Deus nos espaços públicos

    2 de agosto de 2026


    Três jogos abrem as oitavas de final da Copa do Brasil são realizados neste sábado e acabam em empates sem gols

    1 de agosto de 2026

    Perícia Médica Federal antecipa atendimentos em São Luís

    1 de agosto de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.