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    Home»Agronegócio»Nova soja convencional lançada pela Embrapa combina produtividade e controle de plantas daninhas
    Agronegócio


    Nova soja convencional lançada pela Embrapa combina produtividade e controle de plantas daninhas

    Aquiles Emir7 de abril de 202604 Mins Read
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    A nova cultivar conta com a tecnologia STS

    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do segmento de soja (Embrapa Soja), do Parná, e a Caramuru Alimentos lançam, nesta terça-feira (07), a cultivar de soja BRS 579, que alia alto potencial produtivo à alternativa para o manejo de plantas daninhas em sistemas convencionais de cultivo. A variedade é indicada para produtores do centro-norte de Mato Grosso (região edafoclimática sojícola REC 402) que buscam cultivares de ciclo médio a tardio, o que corresponde aos grupos de maturação (GM) entre 7.0 e 9.0+.

    A cultivar pertence ao GM 7.9 e, portanto, tem “um ciclo condizente com o sistema de produção da região, podendo ser utilizado para escalonamento da colheita e para a semeadura no início da safra”, explica o pesquisador Roberto Zito, da Embrapa Soja.

    A BRS 579 se destaca pela sanidade, com moderada tolerância ao nematoide de galha (Meloidogyne javanica) e resistência às raças 3 e 14 do nematoide de cisto da soja, importantes patógenos na região de cultivo.

    Lançamento – O lançamento oficial da BRS 579 ocorrerá no dia 7 de abril, em solenidade durante o TecnoShow Comigo, a ser realizado de 6 a 10 abril, em Rio Verde (GO). Durante o evento, será lançado também o curso on-line Manejo do capim-pé-de-galinha, disponibilizado na plataforma e-Campo da Embrapa.

    O TecnoShow Comigo é reconhecido como um dos maiores eventos do agronegócio do Brasil por expor  recentes tecnologias, inovações e soluções para o campo.

    Escudo genético – A BRS 579 possui também a tecnologia STS (Soja Tolerante às Sulfonilureias). As sulfoniluréias são um grupo químico de herbicidas inibidores da enzima ALS (acetolactato sintase). Herbicidas dessa categoria já são registrados e utilizados na soja com restrições, especialmente de dose, pois podem provocar fitotoxicidade para a cultura, o que não ocorre para as cultivares de soja STS, como a BRS 579.

    O pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja, explica que a fitotoxicidade é um dano que um herbicida causa na soja. Pode ocorrer devido a diversos fatores, como erro de dosagem, condições climáticas adversas, estresse das plantas, entre outros.

    Entre os prejuízos possíveis, estão: amarelecimento, necrose, deformações e atraso no crescimento da planta

    A tecnologia STS funciona como um “escudo genético”. Enquanto a soja pode sofrer severas perdas de produtividade ao entrar em contato com herbicidas do grupo das sulfoniluréias, as variedades STS possuem tolerância natural a essas moléculas. “Isso permite que o agricultor aplique o produto em pós-emergência (quando a soja já está crescida), eliminando as infestantes que competem por nutrientes e luz”, pontua Adegas.

    “Com essa nova solução tecnológica, entregamos ao produtor não apenas uma semente, mas produtividade associada a uma ferramenta de manejo capaz de trazer mais tranquilidade e rentabilidade no final da safra”, complementa Zito.

    Para os pesquisadores, o grande diferencial da soja STS é oferecer alternativa ao uso exclusivo do glifosato, principal herbicida utilizado nas cultivares transgênicas que estão no mercado. A tecnologia possibilita o controle eficaz de plantas de difícil manejo e resistentes a outros produtos no campo, mantendo o vigor e o crescimento inalterados enquanto garante alta produtividade.  “Essa nova cultivar pode ser integrada a diferentes sistemas de manejo, sendo uma ferramenta essencial para a rotação de princípios ativos, o que prolonga a vida útil das tecnologias disponíveis no mercado”, reforça Adegas.

    Mercado de soja convencional – Além da alta produtividade e estabilidade, a BRS 579 é ideal para produtores que buscam o mercado de soja livre de transgenia para agregação de valor.

    De acordo com o Instituto Soja Livre (ISL), a produção de soja convencional ocupa hoje uma fatia de cerca de 420 mil hectares. Na safra 2025/2026, o Brasil produziu soja em cerca de 47 milhões de hectares, portanto, majoritariamente com material genético transgênico.

    O estado de Mato Grosso continua sendo o maior produtor de soja convencional, com 260 mil hectares do grão convencional, seguido por Goiás, Minas Gerais e Paraná. A produção de soja convencional brasileira é exportada para aproximadamente 20 países. A demanda europeia é a mais expressiva para uso em alimentação animal. O grande atrativo da soja convencional é o prêmio (valor pago a mais por saca em relação à soja transgênica).

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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