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    Home»Mundo»Obama critica Donald Trump por romper acordo nuclear assinado com Irã
    Mundo

    Obama critica Donald Trump por romper acordo nuclear assinado com Irã

    Aquiles Emir9 de maio de 201802 Mins Read
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    O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que havia negociado o acordo nuclear com Irã e potências mundiais, durante seus dois mandatos, condenou nesta terça-feira (8) a decisão do presidente Donald Trump de retirar o país do compromisso multilateral que inclui ainda Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia. Obama destacou os resultados já alcançados pelo acordo, entre eles, a eliminação de 97% do estoque iraniano de urânio enriquecido, insumo que pode ser usado para fabricar bomba atômica.

    “Existem poucas questões mais importantes para a segurança dos Estados Unidos do que a disseminação potencial de armas nucleares, ou o potencial para uma guerra ainda mais destrutiva no Oriente Médio. É por isso que os Estados Unidos negociaram o Plano de Ação Compreensivo Conjunto (JCPOA) em primeiro lugar”, escreveu.

    Obama, criticado diretamente por Trump pelo acordo, que rotulou como “o pior da história”, afirmou que o pacto está funcionando. “Essa é uma visão compartilhada por nossos aliados europeus, por especialistas independentes e pelo atual secretário de Defesa dos EUA”, disse, referindo-se ao secretário de Defesa, James Mattis, que afirmou em algumas ocasiões que era favorável à permanência dos Estados Unidos no compromisso multilateral.

    O ex-presidente afirmou que o acordo conseguiu reduzir significativamente o programa nuclear do Irã, e chamou a negociação de um “modelo para o que a diplomacia pode realizar – seu regime de inspeções e verificação é precisamente o que os Estados Unidos deveriam trabalhar para estabelecer com a Coreia do Norte”.

    Resultados do acordo – Obama destacou que, desde que o acordo foi implementado, o Irã destruiu o núcleo de um reator que poderia ter produzido plutônio para uso militar; removeu dois terços de suas centrífugas (mais de 13.000) e as colocou sob monitoramento internacional; e eliminou 97% de seu estoque de urânio enriquecido – a matéria-prima necessária para uma bomba.

    “Então, por qualquer medida, o JCPOA impôs restrições estritas ao programa nuclear do Irã e alcançou resultados reais”, destacou o ex-presidente, em posição contrária à de Trump, que afirma que o governo iraniano vinha produzindo misseis balísticos e financiando grupos terroristas em conflitos na Síria e Iêmen.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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