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    Home»PONTO DE VISTA»Pauta exportadora refém do governo
    PONTO DE VISTA

    Pauta exportadora refém do governo

    Aquiles Emir2 de setembro de 202504 Mins Read
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    Gestão federal prefere manobra que beira o populismo

    *Advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados.

    EDUARDO BARBIGIER*

    A intervenção direta do governo no mercado, com a proposta de comprar produtos barrados pelas tarifas protecionistas de Donald Trump, não é apenas um sinal de miopia econômica, mas também a prova de uma submissão perigosa a medidas de curto prazo.

    Em vez de enfrentar a raiz do problema — a vulnerabilidade de nossa pauta exportadora  — a , disfarçada de estratégia de longo prazo. A decisão de despejar dinheiro público para absorver excedentes de café, frutas, pescados e mel, em um contexto de incertezas e déficits fiscais crescentes,  é uma medida que trai os princípios de uma economia de mercado saudável e competitiva e um ataque direto aos setores exportadores.

    O que está em jogo não é apenas a compra de alguns produtos, mas a consolidação de uma mentalidade de que o Estado é o grande salvador, o comprador de última instância, pronto a socorrer qualquer setor que se veja em dificuldade. Essa lógica é insustentável. Ao invés de ser um facilitador do comércio, o governo se transforma em um agente central de distorção do mercado.  Essa intervenção direta é um sinal de fraqueza , uma admissão tácita de que a economia brasileira não tem a capacidade de se adaptar e buscar novos mercados por conta própria.

    Essa política pode gerar uma dependência crônica. O Brasil se torna refém de planos de contingência que, além de onerosos, não resolvem a causa-raiz do problema. A cada novo choque externo, o governo precisará, de novo, abrir os cofres públicos. Isso sobrecarrega a máquina estatal, aumenta o risco fiscal e mina a confiança dos investidores. É como um vício: em vez de se livrar da dependência, o governo oferece uma nova dose. Essa “muleta estatal” desincentiva a inovação e a busca por eficiência. Por que um produtor se esforçaria para reduzir custos ou melhorar a qualidade se sabe que, em caso de crise, o governo estará lá para c omprar sua produção, não importa o preço?

    A ausência de clareza nos detalhes do plano é outro ponto extremamente preocupante. A falta de critérios bem definidos e de transparência sobre os volumes a serem comprados abre um espaço enorme para a corrupção e o favorecimento político. O risco de que essas compras se transformem em um balcão de negócios para grupos de interesse é real e não pode ser subestimado. O dinheiro do contribuinte pode ser mal utilizado em produtos que, por não encontrarem um destino viável no mercado, podem se deteriorar, gerando um desperdício colossal.

    A solução para os desafios do comércio global não está em atitudes reativas e ingênuas, como a de comprar o que os outros não querem. O protecionismo de Trump deve ser um alerta, não uma oportunidade de gastar dinheiro público. A resposta do Brasil deveria ser fortalecer a sua economia de forma estrutural, com uma política externa que promova a diversificação de parceiros comerciais e a abertura de novos mercados. O foco deve ser em políticas de longo prazo que incentivem a inovação, a competitividade e a eficiência, para que a nossa indústria e o nosso agronegócio não dependam de muletas estatais.

    O plano de “socorro” do governo, na verdade, é uma armadilha que compromete o futuro da economia brasileira em nome de uma solução imediata e superficial, que apenas esconde o problema por debaixo do tapete. A verdadeira estratégia de desenvolvimento passa por menos intervencionismo e mais liberdade e competitividade para o mercado.

    Não é aceitável que, em pleno século XXI, a gestão econômica do país ainda se prenda a soluções de inspiração estatizante e populista, que há muito se provaram falhas e danosas. O governo demonstra, com essa ação, uma desconexão preocupante com a realidade global e uma preferência por soluções cosméticas eleitoreiras em detrimento de reformas estruturais. O Brasil clama por liderança que inspire confiança e promova a modernização, não por uma gestão que perpetua a dependência e a vulnerabilidade, empurrando para o futuro a conta de suas próprias decisões errôneas e omissas. 

    FIEMA
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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