Apresentador diz que jamais se desculparia dos comentários
Por se recusar a pedir desculpas a um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo TJSP), que havia chamado de “vagabundos e tarado”, o advogado e jornalista Tiago Pavinatto foi demitido da Jovem Pan nesta terça-feira (22). Junto com ele, foi desligado da emissora paulista o comentarista Rodolfo Mariz.
“Eu jamais, JAMAIS, pediria desculpas por me revoltar contra um desembargador que inocentou um pedófilo septuagenário argumentando que a criança estuprada era prostituta e drogada. Não fui demitido: disse, com paz de espírito, que preferia perder o contrato a perder a decência. Essa é a versão oficial da minha saída da Jovem Pan”, disse ele em suas redes sociais.
Os comentários foram feitos contra o desembargador Airton Vieira, no programa Linha de Frente, nesta terça, porque inocentou o estuprador de uma menina de 13 anos.
Essa é a versão oficial da minha saída da Jovem Pan.
— Pavinatto (@Pavinatto) August 23, 2023
“A direção da casa está pedindo uma retratação ao desembargador Airton Vieira e eu não vou fazer. E eu deixo claro aqui: eu não vou fazer uma retratação para uma pessoa que ganha dinheiro público, livra um pedófilo, e ainda chama a vítima, de 13 anos de idade, de vagabunda. Eu me nego a fazer. Estou sendo cobrado insistentemente a me retratar. Eu não vou fazer, me desculpem. Não tem mais clima. Falar de criança acaba comigo. Espero que amanhã eu volte pra cá”, disse ele, no ar.
A Jovem Pan emitiu nota sobre o caso:
“O apresentador Tiago Pavinatto e o comentarista Rodolfo Mariz cometeram excessos em suas participações e recusaram a orientação de realizar, ao término do programa Linha de Frente, uma responsável retratação. Em virtude do ocorrido, a direção do canal decidiu pelo desligamento dos profissionais”.
Pavinatto foi, até 2022, colaborador no canal Operação Policial, no qual comentava sobre crimes de grande repercussão.
(Com informações do Diário do Centro do Mundo e imagem do X, ex-Twitter)





1 comentário
A Jovem Pan perdeu um grande profissional, uma pena.