Novo ministro será empossa após Semana Santa
AQUILES EMIR
Ainda nem assumiu o cargo – a posse esta marcada para somente após a Semana Santa – e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União-MA), que vai suceder Juscelino Filho (do mesmo partido) no Ministério das Comunicações, já começpu a sofrer bombardeios da mídia. Neste sexta-feira (11), o UOL revelou que ele direcionou mais de R$ 30 milhões em emendas parlamentares para o município de Arame (MA), no interior do Maranhão, cuja população é de 25,5 mil habitantes, e tem como prefeito o seu pai, o ex-deputado federal Pedro Fernandes.
De acordo com artigo da jornalista Natalia Portinari, “os recursos — indicados desde 2020 — foram principalmente para obras de pavimentação, executadas pelos ministérios da Integração e Desenvolvimento Regional e das Cidades”.
Como destaca a jornalista, o União Brasil indicou o deputado para o ministério ocupado até esta quarta-feira (09) por outro deputado federal pelo Maranhão, Juscelino Filho (União), que deixou o cargo após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por uso indevido de emendas parlamentares, já que a cidade que mais beneficiava, Vitorino Freire, tem como prefeita sua irmã Luanna Rezende.
Juscelino teria destinado recursos para construção de uma estrada que leva a uma de suas fazendas (ele é tradicional criador de equinos no estado).
Ministro – Pedro Lucas deve assumir o Ministério das Comunicações após a Páscoa, segundo informação da ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria das Relações Institucionais (SRI).
A autora da reportagem diz que procurou Pedro Lucas nesta quinta-feira (10) pela manhã, por mensagem, e nesta sexta (11), por meio da sua assessoria de imprensa, contudo não obteve retorno para seus questionamentos.
Segundo Natália Portinari, “Pedro Lucas foi o parlamentar que mais direcionou recursos para o Maranhão durante o governo Jair Bolsonaro (PL) com o chamado orçamento secreto”.
Por meio das emendas de relator, cujo padrinho inicialmente não era conhecido, Pedro Lucas enviou R$ 104,7 milhões para seu estado. Ele era líder do PTB na época, partido em que ficou até 2022, ano em que foi reeleito.




