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    Home»Agronegócio»Maranhão perde 206 mil toneladas de soja na safra deste ano
    Agronegócio

    Maranhão perde 206 mil toneladas de soja na safra deste ano

    Aquiles Emir2 de fevereiro de 201902 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    As perdas na colheita de soja no Maranhão, na safra deste ano, devem superar 206 mil toneladas, ou seja, 7% da última estimativa 2,930 milhões de toneladas. O levantamento é da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), que estima uma perda nacional acima de 16 milhões de toneladas em 12 estados, em decorrência de problemas climáticos, o que representa 13,85% da expectativa inicial de 117,26 milhões de toneladas para a safra atual.

    Para fazer a projeção, técnicos da Aprosoja recolheram  informações nas unidades da Federação onde o cultivo do grão é mais expressivo. “Esse é o montante até o momento, mas a quebra ainda pode ser maior”, afirmou o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Bartolomeu Braz, após reunião da entidade.

    De acordo com o levantamento, o Paraná é o estado mais atingido, com perdas de 30%, seguido da Bahia e Piauí (20% cada), Goiás (17%), Mato Grosso do Sul e Minas Gerais (15% cada). São Paulo e Tocantins contabilizam prejuízos em 10% da safra, seguidos por Mato Grosso (8%), Maranhão (7%), Santa Catarina (5%) e Rio Grande do Sul (5%), sendo que neste último o problema foi o excesso de chuvas.

    Atualizada: perdas por clima podem chegar a 16 mi/ton

    Matopiba – De acordo com o levantamento, na fronteira agrícola do Matopiba, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a perda deve chegar a 2,043 milhões de toneladas. A soma da estimativa nos quatro estados era de 13,612 milhões de toneladas, porém deve haver uma quebra de 15%, o que reduzirá a colheita para 11,569 milhões de toneladas.

    Bahia e Piauí devem registrar as maiores perdas, no Matopiba, algo em torno de 20% para cada um, enquanto no Tocantins ela deve chegar a 10%, ficando o Maranhão com o menor volume de perda.

    A Aprosoja Brasil já fez pedido à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para garantir a prorrogação dos custeios e investimentos, mas que “infelizmente para alguns produtores” isso não vai ser suficiente, como informa o presidente da entidade.

    “Já estamos pensando uma estratégia para repactuação das dívidas, inclusive pensando em securitização. Já estamos em conversas para ver se é criada uma linha especial de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) junto com algum auxílio do governo federal para reduzir o custo com juros para garantir saúde financeira desses produtores”, destaca Bartolomeu Braz.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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