Governo tem aprovação maior que reprovação
Um dia após a divulgação de um empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), constatado pela pesquisa Futura/Apex, a Genial/Quaest publicou nesta quarta-feira (15) levantamento que mostra uma diminuição na distância entre o presidente e o senador, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Ainda de acordo com este levantamento, o governo é aprovado por 48% e desaprovado por 47% dos eleitores.
Trata-se da primeira vez que a aprovação de Lula supera a desaprovação desde dezembro de 2024.
Na pergunta espontânea sobre intenção de voto, Lula tem 26% (23% em junho), o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 14% (17% em junho), 5% citaram outros nomes. O ex-presidente Jair Bolsonaro é lembrado por 1% e 54% estão indecisos.
Na pergunta estimulada do 1º turno, Lula aparece com 12 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio: 40% x 28%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem 4%, Renan Santos (Missão) tem 3%, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) tem 2%. Todos os outros nomes somam 4%. Indecisos somam 11% e 8% dizem que votarão em branco ou nulo, ou não irão votar.
No segundo turno, Lula venceria Flávio por 8 pontos percentuais – 45% a 37%. Desde abril, quando foi superado numericamente pelo candidato do PL, a intenção de voto no presidente subiu 5 pontos percentuais e a intenção de voto em Flávio recuou 5 pontos. A queda foi maior na direita não bolsonarista (8 pontos) e bolsonarista (6 pontos).
Contribuíram para o desempenho positivo do presidente Lula a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o Desenrola 2.0 e o projeto de lei que põe fim à escala 6×1. As duas primeiras medidas resultaram em aumento da renda. Para 24%, a isenção do IR aumentou significativamente a renda e para 35% aumentou um pouco. O Desenrola significou aumento significativo da renda para 35%, e pequeno aumento para 31%. O fim da escala 6×1 é aprovado por 69%.
Segundo o cientista político Felipe Nunes, fundador e diretor da Quaest, a explicação para o não aparecimento de candidaturas competitivas alternativas é o desconhecimento: Ronaldo Caiado é desconhecido por 44%, Romeu Zema por 50% e Renan Santos por 77%. Em sua avaliação, a campanha deve mudar esses números.
Michelle Bolsonaro –O principal fator de desgaste de Flávio Bolsonaro foi o conflito com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou um vídeo com críticas ao candidato e às suas propostas. Na direita não bolsonarista, 35% consideram que Michelle acertou ao divulgar o vídeo, e entre os bolsonaristas 20% têm a mesma opinião. Na direita não bolsonarista, a intenção de voto em Flávio recuou de 82% para 74%.
Jaques Wagner – Para a maioria dos entrevistados, a investigação sobre o envolvimento do senador Jaques Wagner, do PT, no caso do Banco Master pode impactar negativamente a campanha do presidente Lula. 37% acreditam que o impacto é muito negativo e 25% que é negativo, mas só um pouco; para 22% não há impacto negativo e 16% não sabem, ou não responderam.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-07181/2026. Foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho. Foram entrevistados presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais. As margens de erro por grupo sociodemográfico estão informadas na página 4 do relatório.
(Com imagem do HojePR)




