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    Home»Agronegócio»Plantio nacional de soja para safra 2024/25 é aberto no município de Açailândia no Maranhão
    Agronegócio

    Plantio nacional de soja para safra 2024/25 é aberto no município de Açailândia no Maranhão

    Aquiles Emir12 de outubro de 202404 Mins Read
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    Estado íntegra a fronteira agrícola do Matopiba

    Com uma previsão de um plantio em 42 milhões hectares e uma produção de mais de 135 milhões de toneladas no país, a safra de soja 2024/2025 foi aberta oficialmente na última sexta-feira (11), pela primeira vez, em um estado da região conhecida como Matopiba, fronteira agrícola que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O evento foi realizado na Fazenda Pau Brasil, no Povoado Cajuapara, na BR-010, entre os municípios de Açailândia e Itinga.

    A iniciativa foi da Aprosoja Brasil em parceria com a Aprosoja Maranhão, Sistema Federação da Agricultura (Faema/Senar), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Governo do Estado e Canal Rural, que transmitiu o evento ao vivo.

    Segurança jurídica – Presente na solenidade, o governador Carlos Brandão destacou que “esse evento é uma oportunidade de mostrar o quanto o agronegócio se desenvolveu no Maranhão, que hoje é referência para o país. Oportunidade também de mostrar que o governo do estado tem trabalhado para oferecer aos investidores do agro segurança jurídica, política e de infraestrutura para que possam trazer grandes projetos produtivos e de desenvolvimento para o Maranhão”, ressaltou o governador.

    Mais de 500 produtores e lideranças rurais e autoridades políticas do Matopiba participaram do evento

    Para o presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, apesar de não haver perspectiva de aumento de áreas de cultivo com o grão, os produtores brasileiros mantém-se otimistas com um incremento na próxima colheita.

    “A expectativa de safra é definida por 3 fatores: o clima, a mão de obra disponível e a capacidade de investimento dos produtores – essa é a grande preocupação do produtor brasileiro, que tem muita dificuldade para acessar o crédito nas instituições financeiras. Estamos muito cautelosos em prever resultados de safra, mas creio que, apesar de a área de cultivo se manter no mesmo patamar nesta próxima safra, temos como colher um pouco melhor do que na safra passada”, avaliou.

    Localmente, as previsões também são otimistas, como destaca o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Açailândia, Paulo Lira.

    “Já estamos concorrendo com Balsas, em termos de potencial para a produção de soja, sobretudo consorciado com a pecuária, que é muito forte nessa região. Nosso território tem vantagens no que se refere a áreas cultiváveis, infraestrutura rodoviária e ferroviária”, frisa.

    Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, destacou a dificuldade de acesso a crédito como um dos principais fatores que impede um maior crescimento da produção de soja na próxima safra

    Diversificar para lucrar mais – A Integração Lavoura – Pecuária tem sido uma alternativa não apenas para aumentar as oportunidades de ganho do produtor, mas também como estratégia de sustentabilidade, contribuindo para correção do solo e recuperação das áreas de pastagens de gado.

    Um exemplo do sucesso da tecnologia acontece na Fazenda Bola Sete, em Itinga, onde a empresa Byeta está apurando os resultados do primeiro ano do Projeto Reverte.

    “O projeto atua em áreas degradadas, que eram exclusivamente de pastejo. Após um ano de atividade, já temos cerca de 80% de uma área de 4,5 mil hectares com produção pecuária integrada com as lavouras de soja e milho, durante o período do verão. Vale dizer que essas áreas estavam completamente degradadas, comprovando que essa tecnologia de manejo tornou a produção mais sustentável ambiental e economicamente, diversificando as fontes de receita da propriedade e ajudando a reduzir os riscos da operação produtiva”, explicou o engenheiro agrônomo responsável, Gustavo Berline.

    Produtores de outras culturas também se mostraram otimistas com a próxima safra. É o caso da agricultora Luciana Moreira, que produz milho em São Pedro da Água Branca.

    “Viemos conferir a expectativa para a próxima safra e também em busca de novas tecnologias de produção. Como agricultoras não desistimos nunca e essa é uma oportunidade de conhecer outras experiências que nos ajudem em nossa atividade”, disse ela, que também preside o Sindicato dos Produtores Rurais de São Pedro da Água Branca.

    O evento foi encerrado com o momento do plantio com máquinas, acompanhado da presença das autoridades presentes.

    A abertura nacional da colheita já tem dia e local definidos: será no dia 04 de fevereiro, no município de Sinop, em Mato Grosso.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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