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    Home»Negócios»Preço da cesta básica diminui nas 21 capitais pesquisadas pelo Dieese
    Negócios

    Preço da cesta básica diminui nas 21 capitais pesquisadas pelo Dieese

    Aquiles Emir6 de janeiro de 201802 Mins Read
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    Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta sexta-feira (05) revela que, em 2017, o valor acumulado da cesta básica diminuiu nas 21 capitais do país. As reduções variaram entre -13,16%, em Belém (PA) e -2,76%, em Aracaju (SE).

    Entre novembro e dezembro de 2017, o valor da cesta aumentou em 14 cidades. As altas mais expressivas foram registradas em Recife (PE), 1,31%; João Pessoa (PB), 1,42%; e no Rio de Janeiro (RJ), 2,78%. As quedas foram anotadas em sete capitas, com destaque para Porto Alegre (RS), -3,92%; Curitiba (PR), -1,66%; e Vitória (ES), -0,71%. O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em Porto Alegre (R$ 426,74), seguido pelo de São Paulo (R$ 424,36), Rio de Janeiro (418,71) e Florianópolis (R$ 418,61).

    Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 316,65), João Pessoa (329,52) e Natal (R$ 331,18). Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

    Em dezembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.585,05, ou 3,83 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.856,23, ou 4,38 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

    Em dezembro de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 86 horas e 04 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 85 horas e 58 minutos. Em dezembro de 2016, quando a pesquisa era feita em 27 capitais do país, a média foi de 98 horas e 58 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, 42,52% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 42,47%.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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