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    Home»Poder e Política»Presidenciáveis avaliam saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras
    Poder e Política

    Presidenciáveis avaliam saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras

    Aquiles Emir1 de junho de 201803 Mins Read
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    JOÃO PAULO MACHADO

    O pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras, nesta sexta-feira (1º), teve repercussão imediata entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto. A troca no comando da estatal acontece em meio a críticas à política de preços de combustíveis da empresa, que culminou na greve de caminhoneiros e petroleiros, causando uma séria crise de abastecimento por todo o país.

    Presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes (foto principal) criticou a gestão de Pedro Parente. “É uma política que quer valorizar o financismo, que quer valorizar a especulação financeira em detrimento, seja de qual interesse for, especialmente do interesse popular e do interesse nacional brasileiro”.

    Ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, Ciro também reprovou as atitudes tomadas por Parente durante a greve dos caminhoneiros. “No meio de uma crise extraordinariamente grave como a que nós vivemos recentemente pela greve dos caminhoneiros, dos petroleiros e o desabastecimento que mexeu com a vida de todo mundo, o cidadão ainda tem o desplante, o despudor de aumentar a gasolina em quase 1%, apenas em um dia, no meio da crise”, criticou ele.

    “É preciso exigir que a política de preços que ele impôs seja trocada. E ela não pode ser trocada por nada de demagogia. Apenas o seguinte: hoje, eles estão transferindo o preço do barril de petróleo da especulação estrangeira para dentro do Brasil, quando o custo da Petrobras é muitas vezes menor que o custo do Petróleo lá fora”, concluiu o presidenciável.

    Guilherme Boulos (PSol) foi outro a criticar a política de preços. “A desastrosa política de preços da Petrobras e a privatização branca causaram um estrago que o povo brasileiro está sentindo no bolso”, afirmou no Twitter. “Pedro Parente já vai tarde. A desastrosa política de preços da Petrobras e a privatização branca causaram um estrago que o povo brasileiro está sentindo no bolso. Parente já foi, agora falta o Temer!”.

    Manuela D’Ávila (PCdoB) seguiu a mesma linha “Sonho do mercado, pesadelo de milhões. Já foi tarde”, disse ela. “Ouvi Eliseu Padilha dizer em entrevista que Pedro Parente não podia ser afastado da Petrobras porque fazia parte da equipe dos sonhos de Temer. Sonho do mercado, pesadelo de milhões. Já foi tarde”.

    Pré-candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin disse, no Twitter, que é preciso preservar os avanços alcançados pela gestão de Parente na empresa.“O importante nesse momento é não desperdiçar o trabalho de recuperação da Petrobras”, avaliou. “Com a saída de Pedro Parente, o importante nesse momento é não desperdiçar o trabalho de recuperação da Petrobras. Precisamos definir uma política de preços de combustíveis que, preservando a empresa, proteja os consumidores”, acrescentou.

    João Amoedo (Novo) foi outro a defender a política de Pedro Parente. No Twitter, o presidenciável disse que “a velha política afasta os bons profissionais. Reverter esse quadro é um dos nossos objetivos”. Pedro Parente, presidente da Petrobras, pede demissão. Esse é o ambiente que temos hoje: a velha política afasta os bons profissionais. Reverter esse quadro é um dos nossos objetivos.

    Procurados pela reportagem os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede)  e Álvaro Dias (Podemos) não fizeram qualquer comentário sobre a saída de Pedro Parente da Petrobras.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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