Protagonismo da população garante eleições seguras
“A participação sustenta a legitimidade e a força da democracia no Brasil”. A avaliação é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ao acompanhar, neste domingo (23), a eleição simulada realizada no município maranhense de Paulino Neves, a trezentos quilômetros de São Luís, capital do estado.
Para Kassio Nunes Marques, o engajamento da população é o motor que viabiliza uma votação rápida, estável e confiável para todo o Brasil.
“A soberania popular se consolida de forma plena quando se apoia na participação ativa, consciente e generosa de cada cidadão brasileiro”, destacou.
Promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) e acompanhada pelo TSE, a iniciativa funciona como um ensaio para as Eleições Gerais de 2026.
Ao circular pelas seções da cidade e conversar com eleitores, o presidente da Corte Eleitoral reforçou que o uso de inovação na Justiça Eleitoral serve, essencialmente, para blindar a soberania do voto popular.
“A tecnologia para essa Justiça especializada nunca representou um fim em si mesma, mas, sim, um meio pelo qual garantimos que a vontade do eleitor seja registrada de forma exata, transparente e inviolável. O que se busca com as eleições simuladas é a preservação intransigente da legitimidade democrática”, afirmou o presidente do TSE.
Teste em condições reais – A simulação colocou à prova todo o ecossistema de votação, preparando o terreno com antecedência para o pleito oficial. A mobilização envolveu cerca de 15 mil eleitores em seções urbanas e rurais de Paulino Neves (MA).
Monitorada por técnicos e observadores do TSE, a operação coletou métricas em tempo real sobre a velocidade de transmissão dos resultados, a fluidez das filas e a resposta do maquinário sob uso contínuo.
Com candidatos fictícios registrados na urna eletrônica, o teste reproduziu passo a passo a rotina do dia oficial do pleito — do primeiro voto emitido às 8h até a emissão do Boletim de Urna (BU) ao fim do dia.
Criado originalmente no Maranhão em 2004, o modelo de simulado consolidou-se como uma das principais ferramentas de auditoria e aperfeiçoamento preventivo da Justiça Eleitoral brasileira.




